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Cultura

Cada vez mais modelos conciliam as passarelas com a maternidade

Gisele Bündchen, Adriana Lima e Alessandra Ambrósio servem de inspiração para meninas que pretendem seguir carreira no mundo da moda sem abandonar o sonho de ser mãe. Mas privilégio parece estar reservado às tops.

Uma linda cena: a top model Gisele Bündchen bronzeando a bela barriga arredondada numa praia. "Na reta final da gravidez, Gisele Bündchen desfila o barrigão em Miami", estampava no fim do ano passado a revista Caras, anunciando que a brasileira em breve daria à luz o segundo filho com o marido, Tom Brady.

A top, uma das mais bem pagas do mundo, é agora mãe de duas crianças: a caçula Vivian nasceu em dezembro passado e Benjamin, o mais velho, já completou três anos. Gisele pertence a uma nova geração de modelos brasileiras, que não renunciaram nem à carreira nem à maternidade.

No país de beldades que desfilam em passarelas de todo o mundo como Adriana Lima e Alessandra Ambrósio – ambas mães –, a escolha parece ser perfeitamente possível. "Tanto faz para os clientes se a modelo é mãe, desde que ela seja profissional. Se a pessoa é mãe, mas esta com o corpo em cima, não tem problema nenhum", explica Deva Santos, dono da agência Mega Modelos, do Rio.

Ele ressalta, porém, que se a modelo é sozinha, não tem uma família para ajudar, o nascimento de uma criança pode, sim, atrapalhar a carreira, ou mesmo encerrá-la. "Se ela tem filho sem planejamento, a gravidez pode acabar prejudicando o trabalho. Porque modelo trabalha viajando".

Entre flashes e fraldas

Elischeba Wilde mit Sohn Leon

Elischeba Wilde com o filho Leon

De maneira geral, a presença de crianças nos bastidores das passarelas ainda é rara – tanto no Brasil, quanto no exterior. Gisele Bündchen, Heidi Klum, Adriana Lima e Claudia Schiffer ainda são exceções, e não regra. O privilégio de poder dividir o tempo dedicado às passarelas também para troca de fraldas parece estar reservado apenas às grandes tops.

Na Alemanha, a modelo Elischeba Wilde conseguiu contornar a regra. Em sua página na internet, ela conta a experiência durante a gravidez e a vida após o nascimento do pequeno Leon Tigran Emanuel Wilde. "Principalmente nos primeiros três, quatro meses, enquanto eu estava amamentando, foi muito difícil. Eu perdi muitos trabalhos. Não dava para levar meus filhos para a apresentação de eventos", contou Wilde.

No Brasil, modelos de sucesso com filhos viraram referência. Milhares de meninas sonham em seguir os passos de Gisele Bündchen e de Adriana Lima, alcançando todo o glamour do mundo fashion sem deixar de lado a vida em família.

"Ser uma modelo pouco conhecida e também mãe é difícil, mas não impossível", avalia Mônica Monteiro, chefe da agência que leva seu nome. Há 20 anos ela descobriu Bündchen e, entre 1994 e 2005, a MM Management em São Paulo era responsável pela agenda da top. "Às vezes um filho dá mais energia para aquela mulher lutar para sustentar a criança, especialmente quando o pai não ajuda, ou quando o filho foi um acidente na adolescência".

Monica Monteiro

Mônica Monteiro descobriu Gisele Bündchen há 20 anos

Primeiro mãe, modelo depois

A modelo Laís Ribeiro, 21 anos, é uma dessas mulheres fortes. Quando participou pela primeira vez do Victoria's Secret Fashion Show, em 2010, seu filho Alexandre já tinha um ano e meio. "Quando essas meninas com filhos têm a chance de ser modelo, elas têm que sair da cidade delas e acabam deixando a criança com a mãe", diz Mônica. Com isso, acredita a agente, elas vislumbram alcançar uma melhor posição social. "O sonho de ser modelo para elas equivale ao dos meninos de ser jogador de futebol."

Além do medo de não ter com quem deixar os filhos, é grande o temor das brasileiras de perder a forma após a gravidez, garantem profissionais do mundo da moda. "A maioria das brasileiras cuida muito do corpo depois de ter bebê", afirma Mônica. Ela constata: "modelos ou não, elas buscam sempre a perfeição".

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