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Economia

Brasil mostra maturidade na Feira de Hannover

Presença brasileira na feira tem enfoque mais profissional. Empresas já vêm com negócios planejados, explica diretor-presidente da Hannover Fairs do Brasil.

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Estande brasileiro na Feira Industrial

O Brasil está sendo representado por 47 empresas na Feira Industrial de Hannover, sendo que a maioria vem do Rio Grande do Sul. Além delas, outras 21 estão em Hannover para participar de uma rodada de negócios do AL-Invest com parceiros internacionais, cuja duração prevista é de três dias.

A apresentação brasileira foi organizada pela Hannover Fairs, representante da Deutsche Messe no Brasil. Para seu diretor-presidente, Constantino Bäumle, a apresentação brasileira na feira em 2005 tem enfoque mais profissional. Se no ano passado muitas empresas vieram sem experiência, desta vez elas já vêm com negócios planejados, explica.

Com 175 mil visitantes no ano passado − a feira é fechada ao grande público −, os organizadores do evento esperam superar estes números até seu encerramento, nesta sexta-feira (15/4). "A Feira Industrial de Hannover é a única plataforma mundial onde são apresentados elementos de toda a cadeia de produção e soluções para a indústria", afirma o diretor presidente, Sepp Heckmann.

Áreas clássicas e setores especializados

O objetivo principal da feira em 2005 é apresentar soluções industriais que permitam a pequenas e médias empresas se adequar a um cenário de crescente competição internacional. Nesse sentido, além das áreas clássicas, o visitante em Hannover também tem oportunidade de participar de feiras especializadas em tecnologias futuras como nano- e microtecnologia, fotônica e biônica. Outra novidade é a integração definitiva da feira de automação de processos Interkama, antes realizada em Düsseldorf.

Com um estande de 653 metros quadrados de área construída, o Brasil é o 17º maior expositor na Feira Industrial em Hannover, a maior de seu gênero no mundo. As maiores presenças são a Itália (449 expositores), China (321), Rússia (155), França (142) e Suíça (141).

Aproximação entre brasileiros e europeus

José Geraldo Brasil é um exemplo do êxito do AL-Invest. O presidente da JGB, empresa gaúcha de equipamentos de proteção individual, abre orgulhoso o catálogo de seus produtos e aponta para os que surgiram durante a participação em feiras internacionais. "Tudo começou a partir de uma conversa olho no olho com interessados de outros países", explica.

Criado em 1984 pela Comissão Européia, o programa tem por objetivo impulsionar e fortalecer a cooperação econômica entre empresas européias e latino-americanas, promovendo investimentos e fluxo comercial entre as duas regiões. As atividades do AL-Invest são organizadas por uma rede de operadores, a Coopecos na Europa e a Eurocentros na América Latina.

Em Hannover, 21 empresas brasileiras, na maioria do Rio Grande do Sul e Paraná, estão reunidas com 35 firmas européias para promover joint ventures e a transferência de tecnologia.

Serviço à disposição do empresário

A iniciativa foi coordenada pelo Centro de Integração e Tecnologia do Paraná (Citpar) e o Eurocentro. "A vantagem para o empresário é que disponibilizamos toda a infra-estrutura, como planejamento de viagem, tradutores e um calendário de encontros com parceiros internacionais", afirma Luiz Fernando Camargo, do Citpar.

Além da rodada de negócios, o AL-Invest promove um seminário em Hannover, dando um panorama da situação do setor de subcontratação industrial no Brasil e sobre o mercado europeu. "Esse tipo de participação em Hannover é muito mais interessante, pois os custos são menores. Eu preciso trazer apenas meus produtos e as informações necessárias para a realização de negócios", afirma José Geraldo Brasil.

Sua empresa, especializada na produção de equipamentos de proteção individual para trabalhos em solda, calor radiante e respingos de metal, como luvas, capas e capacetes especiais, tem 140 funcionários, um faturamento anual de 3,5 milhões de dólares e começou a expor em Hannover em 1992.

Além dos 12 encontros agendados pelos organizadores do AL-Invest, o empresário ainda teve 10 outras reuniões nos primeiros dias da feira. "Em 1996, tive um contato com uma empresa alemã que terminou sendo meu parceiro na Europa. Hoje, compro sua matéria-prima e produzo eu mesmo as capas contra respingos de metais em fusão no Brasil", lembra o empresário. Eles, por outro lado, vendem em toda a Europa as minhas luvas de proteção para altas temperaturas e serviços gerais, acrescenta.

Motor brasileiro "de peso"

Há 26 anos na Feira Industrial de Hannover, a catarinense WEG, um dos líderes mundiais na fabricação de motores elétricos industriais, apresenta-se em Hannover num estande de 215 metros quadrados, com vários motores trazidos do Brasil, incluindo um de 14 toneladas.

Para Mauro Tusset, superintendente de marketing e exportação da WEG, a construção de um estande grande foi fundamental. "Todos os concorrentes de peso investiram grandes somas de dinheiro para apresentar sua linha de produtos, como a Siemens e a ABB" explica e completa, "afinal, nunca esquecemos que nossa internacionalização deveu-se à participação em eventos como a Feira Industrial de Hannover".

Por isso, ela trouxe uma grande quantidade da sua linha de produtos, incluindo um grande motor elétrico de 13,8 toneladas e uma potência de 4 mil HP. Esses aparelhos têm uma aplicação diversa, como por exemplo na movimentação de esteiras rolantes em minas ou fábricas de cimento.

A peça atrai a atenção dos visitantes em Hannover não apenas pelo tamanho, mas também pela maneira como foi fabricada, "fundida numa peça única, algo que só nós conseguimos realizar", explica Tusset. Criada em 1961, a WEG tem fábricas na Argentina, México, Portugal e China e possui uma rede de escritórios em 18 países, oito deles na Europa.

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