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Economia

Bolsas chinesas voltam a despencar

Após semanas de calma, bolsa de Xangai tem maior queda em oito anos, em meio à desconfiança sobre o desempenho da economia e dúvidas sobre a real eficácia da intervenção de Pequim nos mercados financeiros.

O principal índice dos mercados financeiros da China, o SSE, da Bolsa de Valores de Xangai, despencou 8,5% nesta segunda-feira (27/07), em sua maior queda desde fevereiro de 2007. O acentuado recuo levanta dúvidas sobre a real eficácia da

intervenção estatal

no setor.

No início do mês, quando as bolsas já acumulavam perdas superiores a 30%, o banco central chinês injetou 35 bilhões de yuans (5,7 bilhões de dólares) nos mercados e proibiu acionistas com participações superiores a 5% de venderem suas ações nos próximos seis meses.

As medidas levaram relativa calma às bolsas de valores, que vinham respondendo com alta nas últimas semanas. Nesta segunda-feira, porém, os mercados voltaram a despencar, e especialistas estimam que a falta de confiança na economia chinesa e o excesso de especulação estariam por trás do problema. Além de Xangai, houve queda nos pregões de Shenzhen (7%) e Hong Kong (3,1%).

"O mercado financeiro tem bolhas e informações falsas demais", avalia Hu Xingdou, economista do Instituto de Tecnologia de Pequim. "E as taxas de alavancagem [quando o total investido supera o patrimônio do fundo] está alta demais, sem que haja qualquer regulação para resolver o problema."

O atual clima de incerteza nos mercados foi precedido de um boom, que começou em novembro e levou a uma valorização média de 150% nos índices chineses.

Esse movimento foi impulsionado principalmente por pequenos investidores e começou depois de a imprensa estatal divulgar que as ações estavam desvalorizadas e que seria um bom negócio investir nelas.

Apesar de alguns analistas interpretarem a recente queda como uma correção do mercado, há o temor entre os chineses de que um possível colapso nas bolsas de valores enfraqueça ainda mais a economia do país, que não cresce mais no mesmo ritmo e não mostra o mesmo vigor de anos atrás.

RPR/dpa/ots

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