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Economia

Bolsas na China voltam a cair e acumulam perdas de 30%

Desde meados de junho, empresas já perderam 3,2 trilhões de dólares em valor de mercado. Especialistas temem turbulência internacional e dizem que riscos são maiores do que com a Grécia.

Apesar da intervenção de Pequim, os mercados de ações da China voltaram a cair nesta quarta-feira (08/07). O CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 6,8%, enquanto o Shanghai Composite Index recuou 5,9%. A queda constante levou mais de 500 empresas chinesas a anunciarem a suspensão das negociações de ações, elevando o total de suspensões para mais de 1.300.

Em menos de um mês, as bolsas chinesas caíram quase 30%, ocasionando uma perda de 3,2 trilhões de dólares em valores de mercado das empresas. Até então, o desempenho das bolsas chinesas era o melhor do mundo, com uma elevação de 150% desde meados de 2014. O movimento era impulsionado principalmente por pequenos investidores e começou depois de a imprensa estatal divulgar que as ações estavam desvalorizadas e era um bom negócio investir nelas.

A queda do mercado acionário na China tem causado preocupações nas bolsas mundiais. Para especialistas, o risco de a situação chinesa causar uma turbulência no mercado global e desestabilizar a economia real é muito maior do que a crise grega. "O efeito cascata da correção do mercado ainda não apareceu. Nós esperamos um crescimento mais lento, menos lucros para as empresas e um risco maior de uma crise financeira", afirmou o banco de investimentos Merrill Lynch, que pertence ao Bank of America.

A queda das ações na segunda maior economia do mundo também atingiu o mercado de commodities. O preço do minério de ferro, por exemplo, caiu somente nesta quarta-feira 7,9% e a atingiu o seu menor valor de compra, cerca de 56 dólares por tonelada. Essa matéria prima é um dos principais produtos de exportação do Brasil, e a China é um dos principais compradores.

CN/rtr/ap/afp/lusa

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