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Economia

Boicote de frango brasileiro?

Teste feito em produtos à venda na Alemanha detecta antibióticos, bactérias resistentes a antibiótico e germes em carne de frango de várias procedências, inclusive do Brasil. As importações brasileiras cresceram 96%.

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Peito de frango com bactérias resistentes a antibiótico

Carne de frango com grande quantidade de germes, antibióticos e bactérias resistentes a antibiótico é encontrada, com freqüência, à venda na Alemanha. É o que denuncia a revista Ökotest, baseada nos testes que realizou em 18 produtos para a sua edição de setembro. Na metade das provas foi encontrado um elevado número de germes e, especialmente preocupante, 17 continham a bactéria escherichiacoli, resistente a antibiótico. Além disso, em quatro provas foi constatado diretamente um antibiótico.

Para a revista especializada, tais descobertas provam que é usado antibiótico demais na ceva de frangos. Ela criticou especialmente os produtores do Brasil e da Tailândia. Os dois países continuariam usando antibiótico de maneira pouco séria, frouxa e relaxada, segundo a revista. Mas, pelo menos, ela diz que não constatou o antibiótico proibido nitrofuran, que foi encontrado com freqüência, no ano passado, nas aves do Brasil e da Tailândia. Por causa disso, a União Européia criou uma cláusula especial de proteção para as importações, que persistem para o Brasil. Para a Tailândia ela foi afrouxada, as condições de criação no país asiático teriam melhorado.

Thomas Janning, da organização de cúpula dos produtores de aves da Alemanha também fez essa crítica. Ele aconselhou os consumidores a observarem o selo nos produtores alemães: a letra D de Deutschland (Alemanha), impressa três vezes, garante o nascimento, engorda e abate dos animais no país, assim como o cumprimento das determinações sanitárias rigorosas.

Janning garantiu que o uso de antibiótico foi fortemente reduzido na criação na Alemanha e que os resíduos encontrados em alguns produtos nacionais não seriam motivo de preocupação. Mas a revista também chamou atenção para falta de higiene e armazenamento inadequado, que seriam responsáveis pelo número grande de germes encontrados nas provas. E neste caso a culpa não é dos exportadores e sim do próprio mercado alemão. Parte da culpa foi atribuída à onda de calor fora do comum no verão alemão.

Baseada em seus testes, a revista Ökotest só deu nota boa aos filés de frango da marcas Doux Geflügel e da Chiemgauer Naturfleisch. As demais foram de média péssima. Quatro peitos de frango continham o antibiótico enrofloxacin, que não representa uma ameaça direta à saúde humana, mas equivaleria a uma bomba-relógio, porque pertencem aos grupos de medicamentos contra doenças dos intestinos e infecções nas vias urinárias.

Barreira sanitária? – A Associação dos Produtores e Exportadores de Frango (ABEF) não quis responder as acusações da Ökotest, alegando que o brasileiro é que deveria se pronunciar, através do Ministério da Agricultura. O assessor de imprensa do Ministério, Tito Matos, já havia indicado antes a ABEF como a entidade adequada para se pronunciar. Informalmente, Matos supôs que a acusação da revista pode ser mais uma barreiras sanitária:

"Estão crescendo muito as exportações de frango e carne em geral do Brasil. O Brasil é hoje o maior exportador de carne bovina do mundo. Não sei exatamente se é este o caso, mas sempre que o Brasil bota a cabeça de fora, em termos de conquistar mercados, tirando mercado de outros, começam essas concorrências, esses tipos de protecionismo, essas barreiras sanitárias".

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