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Mundo

Ataques israelenses quebram breve calmaria em Gaza

Após ONU fazer apelo por cessar-fogo humanitário imediato e incondicional, trégua não-oficial de quase doze horas é observada de ambos os lados. Em resposta a foguete, Israel volta a atacar o lado palestino.

A Faixa de Gaza amanheceu relativamente calma nesta segunda-feira (28/07), feriado de Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã. Entretanto, após uma trégua de quase doze horas, jatos israelenses atacaram três alvos em Gaza, segundo a agência de notícias AP. Neste domingo, o conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas havia apelado por um cessar-fogo imediato.

A interrupção parcial dos bombardeios havia sido corroborada por uma porta-voz do Exército de Israel, que afirmara não terem sido conduzidos ataques aéreos de nenhum dos lados desde a meia-noite deste domingo.

Segundo a porta-voz, Israel atacou, então, Beit Lahiza, no norte de Gaza, em resposta a um foguete disparado pela manhã desta segunda-feira contra a cidade israelense de Ashkelon. Os militares afirmaram ter atingido dois lançadores de mísseis e uma unidade de produção de foguetes em Gaza. “Calmaria será alcançada com calmaria”, disse um comunicado do Exército.

Mesmo durante a trégua, as tropas israelenses haviam continuado a caça a túneis usados por membros do grupo radical islâmico Hamas para cruzar a fronteira até o Estado judeu.

Neste domingo, o Conselho de Segurança da ONU realizou em Nova York o segundo encontro de emergência para tratar do conflito em menos de duas semanas. Ao final do dia, todos os 15 membros do órgão apoiaram um apelo por um "cessar-fogo humanitário imediato e incondicional” na Faixa de Gaza, a ser implementado durante o feriado de Eid al-Fitr e "além dele”.

“Instituições civis e humanitárias, inclusive as da ONU, devem ser respeitadas e protegidas”, disse o órgão em declaração. O Conselho de Segurança também pediu que Israel e Hamas aceitassem uma trégua duradoura com base na proposta de mediação egípcia, previamente recusada pelo grupo extremista.

A declaração da ONU, a mais incisiva desde o início do conflito – que já dura três semanas e deixou mais de mil palestinos mortos, além de 43 soldados e três civis israelenses – foi criticada pelo embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour. Ele lamentou o fato de não ter sido exigida a retirada das tropas israelenses de Gaza e também de o Conselho de Segurança ter se limitado a uma declaração, ao invés de adotar uma resolução com efeito vinculante.

IP/ap/dpa/rtr/afp

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