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Mundo

Hamas anuncia cessar-fogo na Faixa de Gaza

Grupo islâmico radical acata trégua humanitária de 24 horas, depois de o Exército israelense retomar ataques na região. Mísseis voltaram a fazer vítimas na área de conflito.

O movimento radical islâmico Hamas declarou neste domingo (27/07) que aceita uma trégua humanitária de 24 horas na Faixa de Gaza, poucas horas depois de Israel ter retomado a ofensiva no território. O cessar-fogo, anunciado em comunicado pelo porta-voz do Hamas, Sami Abou Zouhri, deve durar até o início da tarde desta segunda-feira.

Segundo o porta-voz, diversos grupos de resistência aceitaram o pedido das Nações Unidas e devem suspender temporariamente os ataques – também em respeito aos festejos do fim do Ramadã, o mês de jejum muçulmano. Israel, porém, não se pronunciou sobre esta trégua.

Na manhã do domingo, Israel declarou encerrado o cessar-fogo de 12 horas, que já prorrogara unilateralmente por mais quatro horas. Às 7h (horário local), o Exército israelense anunciou a retomada dos ataques em Gaza "por terra, mar e ar" depois de o Hamas e outras milícias palestinas terem disparado dezenas de foguetes contra Israel, durante horas.

Cinco foguetes atingiram Israel, nas regiões de Ashdon e Ashkelon (no sul), enquanto outros dois foram interceptados no centro do país pelo sistema antimíssil Iron Dome, informou o Exército nacional. Equipes de socorro registraram as mortes de pelo menos três palestinos, logo após o encerramento do cessar-fogo por parte de Israel.

Durante a trégua humanitária deste sábado, mais de 130 corpos foram retirados dos escombros em Gaza, enquanto a população recolhia pertences e alimentos no que restou de suas casas. Os confrontos já deixaram mais de mil mortos do lado palestino, inclusive numerosas mulheres e crianças, e cerca de 40 do lado israelense, a maioria, soldados.

Ao comentar o encerramento do cessar-fogo na manhã deste domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, responsabilizou os integrantes do Hamas pelas vítimas civis, acusando-os de "uso cínico dos moradores de Gaza como escudos humanos".

MSB/dpa/lusa/rtr/afp

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