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Mundo

Ataques antissemitas aumentam, afirmam pesquisadores israelenses

Estudo da Universidade de Tel Aviv registra aumento de 38% no número de ataques a judeus de 2013 para 2014. Situação é particularmente alarmante na Europa Ocidental.

O número de atos antissemitas violentos aumentou acentuadamente em 2014, de acordo com um levantamento anual do Centro Kantor de Pesquisas sobre o Judaísmo Contemporâneo na Europa, da Universidade de Tel Aviv.

O relatório divulgado pela instituição aponta que, no ano passado, foram registrados 766 casos do tipo em todo o mundo, o que representa um salto de 38% em relação a 2013. Os dados incluem atos de vandalismo e ameaças a indivíduos ou instituições judaicas.

Especialistas da Universidade de Tel Aviv afirmam que muitos judeus em todo o mundo sentem uma "explosão de ódio" contra eles, sua comunidade e o Estado de Israel.

"O sentimento que prevalece entre os judeus é de que eles vivem num ambiente cada vez mais antissemita, que se tornou não apenas ofensivo e ameaçador, mas também absolutamente perigoso", diz o estudo. Segundo o centro de pesquisas, o antissemitismo é um "fenômeno quase diário em todas as esferas da vida".

A situação é particularmente alarmante na Europa Ocidental. A maior parte dos atos de violência aconteceu na França, onde foram registradas 164 ocorrências. No Reino Unido, os atos antissemitas foram 141. Na Alemanha, a violência mais do que dobrou, passando de 36 casos em 2013 para 76 no ano passado.

Um dos motivos indicados pelo relatório para o aumento é a guerra na Faixa de Gaza em 2014. Além disso, caricaturas antissemitas publicadas na imprensa e nas redes sociais contribuíram para aumentar a hostilidade.

Em consequência do crescente antissemitismo na Europa, alguns judeus se viram obrigados a evitar os locais de aglomeração, como sinagogas, diz Moshe Kantor, presidente do Congresso Judeu Europeu.

"Alguns optaram por deixar o continente. Muitos têm medo de andar nas ruas e se escondem atrás de muros altos com arame farpado. Essa se tornou a realidade dos judeus na Europa", afirma Kantor.

Ele pede mais medidas de segurança e que haja uma coordenação dos Estados europeus para proteger os judeus. "O sistema atual é falho ao tratar desse problema e ao tentar evitar novos ataques."

RC/afp/ap/dpa/rtr

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