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Mundo

As 19 horas de Bush em Berlim

O programa da estada do presidente norte-americano, George W. Bush e sua esposa, Laura, na capital alemã. Além disso, os temas mais quentes nas relações entre os EUA e a Alemanha e a União Européia.

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Bush (de mão erguida) e a esposa, Laura (vestido azul), terão uma maratona de compromissos

22 de maio

  • 20h30 (hora de Brasília = -5) - A aeronave presidencial Air Force One aterrissa no setor militar do aeroporto de Tegel
  • 21h00 - Jantar informal com o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, no restaurante Theodor Tucher, próximo ao Portal de Brandemburgo. O casal presidencial fica hospedado a poucos metros dali, no tradicional e luxuoso Hotel Adlon, na praça Pariser Platz.

    23 de maio

  • 10h00 - O casal Bush é recebido com honras militares pelo presidente da Alemanha, Johannes Rau, e a esposa, Christina, no jardim do Palácio presidencial Bellevue. Segue-se conversa entre os presidentes.
  • 11h00 - Gerhard e Doris Schröder recebem os Bush na Chancelaria federal. Conversa a portas fechadas entre os governantes.
  • 11h40 - Laura Bush e Doris Schröder visitam a Antiga Galeria Nacional.
  • 13h00 - Bush e Schröder pronunciam-se sobre temas políticos em coletiva de imprensa, nos jardins da Chancelaria. Almoço em conjunto.
  • 13h50 - Bush é recebido pelo presidente do Bundestag (Parlamento federal), Wolfgang Thierse, no portal leste do Reichstag.
  • 14h00 - Discurso de Bush diante do Bundestag. Encontro com os presidentes de bancada, assim como dos comitês para assuntos exteriores e de defesa.
  • 15h30 - George e Laura Bush partem para Moscou, do aeroporto de Tegel.

    Os temas

    Certamente não faltará assunto para as conversações entre George W. Bush e Gerhard Schröder, nem material para polêmica. Eis uma panorâmica dos temas mais atuais nas relações Alemanha/UE-EUA:

    • Combate ao terrorismo - Os norte-americanos esperam do governo alemão maior apoio, também militar. Berlim é por uma "intervenção abrangente", que também inclua medidas políticas, econômicas e humanitárias.
    • Tropas de ataque da UE - Os planos da União Européia de formar tropas próprias despertam em Washington o receio de choques de competência com a OTAN. Os EUA temem além disso que os soldados da UE não estejam suficientemente preparados. Sobretudo a controvérsia entre a Turquia (não pertencente à UE) e a Grécia, sobre um direito de veto de Ancara sobre as tropas da UE, são motivo de ceticismo para os EUA.
    • Conflitos comerciais - Schröder reagiu indignado à intenção de Bush de proteger a indústria siderúrgica nacional através de sobretaxas de importação. O premiê classificou a medida como "inaceitável", a Comissão da UE anunciou contramedidas. Outro provável ponto de conflito são as notícias recentes de que os Estados Unidos pretendem elevar suas subvenções agrícolas. A ministra da Agricultura, Renate Künast, do Partido Verde, acusou Bush de falta de consideração e de credibilidade.
    • Iraque - Segundo suas próprias palavras, o chanceler federal alemão está de acordo com os EUA quanto à ameaça representada pelo ditador Saddam Hussein. Schröder insiste em "sanções direcionadas" e controle da produção armamentista iraquiana pela ONU, porém os EUA esperam maior apoio da Alemanha para sua política contra Saddam, de acordo com a assessora de Bush para assuntos de segurança, Condoleezza Rice. Até o momento, Berlim esquivou-se com a ressalva de que não há planos concretos de Washington para um ataque ao Iraque. Ao mesmo tempo sublinha ser "óbvio" o interesse da Alemanha de que nenhum material com potencial armamentista chegue ao Iraque.
    • Defesa ambiental - Já é um clássico das controvérsias. Após abandonar o Protocolo de Kyoto para redução dos gases do efeito estufa, no início de 2001, Bush anunciou um programa nacional de proteção ao clima. Os ministros europeus do Meio Ambiente ficaram desapontados e pressionam os EUA para que retorne à mesa de negociações. O país é o maior emissor de CO2 do mundo.
    • Oriente Médio - O ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, considera uma vitória dos europeus o fato de Bush estar disposto a empenhar-se por um armistício naquela região de crise, em colaboração com a UE, a ONU e a Rússia.
    • Tribunal Penal Internacional - A UE não consegue aceitar o "não" dos norte-americanos a esta instância permanente para julgamento de crimes de guerra e contra a humanidade. Contudo, Bush quer evitar entregar o destino de seus soldados a uma jurisprudência estrangeira. A comunidade mundial vê nesta atitude uma negação dos acordos jurídicos de âmbito internacional.

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