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Mundo

Alemanha apreensiva por Moscou abandonar tratado de armas convencionais

O anúncio do Kremlin representa forte sinal para os EUA. Ministro alemão do Exterior lembra que tratado FACE é peça central da arquitetura internacional de desarmamento.

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Decreto de Putin tem efeito imediato

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou neste sábado (14/07) um decreto de efeito imediato, retirando seu país do Tratado de Forças Armadas Convencionais na Europa (FACE). A má vontade de Moscou em relação ao documento já era notória. Porém o timing atual pode ser visto como um forte sinal para que os Estados Unidos reconsiderem seus planos de instalar mísseis de defesa no Leste Europeu. Putin teme que estes sejam dirigidos diretamente contra seu país.

Steinmeier in Riga

Ministro do Exterior Steinmeier com colega de pasta lituano, Artis Pabriks, em Riga

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, mostrou-se preocupado com a decisão russa. Ele lembrou que o FACE é uma peça central da arquitetura internacional de desarmamento. O tratado limita o número de armas pesadas estacionadas entre o Oceano Atlântico e as Montanhas Urais.

Steinmeier falou da cidade de Nida, na Lituânia, onde finalizava sua visita de quatro dias pelos Países Bálticos. Ele disse esperar que a comunidade internacional mantenha o contato com a Rússia, garantindo que as conversações em torno do FACE possam ser reativadas.

Desdobramentos amplos

Em meados de junho último, durante reunião dos 30 países signatários do Tratado de Forças Armadas Convencionais, em Viena, a Rússia expressou seu descontentamento. Ela não deixou dúvidas que considerava o acordo de 16 anos de existência obsoleto e estrategicamente falho.

A conferência de Viena se encerrou sem resultados tangíveis. Porém diplomatas de ambos os lados concordaram em continuar o diálogo, e em rever suas respectivas posições. Contudo o anúncio do Kremlin, neste sábado, deixa claro que para Putin o tempo de conversar chegou ao fim, Agora, cabe ao Ocidente reagir às novas realidades criadas pelos russos.

A presente exibição de músculos na política exterior também reforça as objeções da Rússia aos planos da ONU para a independência da província de Kosovo, no sul da Sérvia. Moscou argumenta que tal passo constituiria um perigoso precedente para outras regiões igualmente aspirando à independência, inclusive algumas pertencentes à Federação Russa.

A decisão de Putin também remove os limites impostos pelo FACE sobre o número de tropas que o país pode mobilizar em seus flancos norte e sul. No passado, este foi um ponto de apreeensão para seus vizinhos. A Rússia, por sua vez, alegava sentir-se constrangida dentro do próprio território. (av)

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