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Economia

Acionistas querem saber quanto diretoria ganha

Abre-se a temporada das assembléias gerais de sociedades anônimas na Alemanha. Este ano, o quente é a controvérsia em torno da publicação dos salários de executivos de alto escalão.

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Presidente da Basf vê inveja por trás do desejo de conhecer vencimentos de executivos

Começa na Alemanha a temporada da salada de batata acompanhada de salsichas, o menu grátis servido tradicionalmente aos acionistas que comparecem às assembléias gerais de "suas" empresas. Abre o programa, na sexta-feira (21/01), a gigante do aço ThyssenKrupp.

Este ano, a boca-livre provavelmente não será suficiente para manter o bom humor dos acionistas. Além da cotação de ações e distribuição de dividendos, estão na pauta de seus interesses também os salários dos executivos de alto escalão. E se estes não estiverem dispostos a revelá-los, o governo federal poderá obrigá-los por lei.

A ministra da Justiça, Brigitte Zypries, deu prazo até fim de junho para as 30 empresas que compõem o DAX, principal índice da Bolsa de Valores de Frankfurt, revelarem o montante do que ganham suas diretorias. Se, até lá, pelo menos 80% delas não cumprirem os regulamentos estabelecidos pela Comissão de Governo Corporativo (Corporate Governance), a publicação dos salários poderá se tornar obrigatória por lei.

Pesos pesados se recusam

Der Haupsitz von SAP in Walldorf

SAP: uma das nove que já revelaram salários

O debate não é novo, todos os argumentos pró e contra já foram mastigados e, em muitos casos, conduziram ao sucesso. Nove das empresas do DAX, entre as quais a SAP e o grupo energético RWE, já deixaram de fazer segredo sobre o quanto pagam a seus executivos. Outras 11 – desde a Adidas-Salomon até a Volkswagen – pretendem seguir o mesmo caminho nos próximos tempos. Cinco (por exemplo, Commerzbank e a resseguradora Münchner Rück) ainda estão pensando.

No entanto, entre as cinco empresas do DAX que se recusam terminantemente a dar esse passo, há alguns pesos pesados como o fabricante de utilitários MAN, as montadoras BMW e DaimlerChrysler e a gigante da química Basf.

Para o presidente da Basf, Jürgen Hambrecht, cujos vencimentos são calculados em 2,2, milhões de euros ao ano, o debate na Alemanha é motivado pura e simplesmente pela inveja, "algo sem igual no mundo". E a BMW considera suficiente que os acionistas saibam quanto os seis diretores ganham ao todo: 10,7 milhões de euros.

Padrão internacional

Ainda antes do início das assembléias gerais, Ulrich Hocker, diretor-executivo da associação de proteção aos pequenos acionistas DSW, voltou a insistir que as 30 empresas do DAX revelem os salários de seus diretores, argumentando ser isso hoje "padrão internacional".

O representante da DSW lembra ainda que os sindicatos têm acesso a esse tipo de informações, por estarem representados nos conselhos administrativos das empresas. "Se os sindicatos conhecem todos os vencimentos, por que não os acionistas?", pergunta.

Ainda assim, Hocker acha que o ideal seria que o regulamento fosse cumprido por todas as empresas voluntariamente. Caso contrário, seria preciso que o governo cumprisse sua ameaça e instituísse uma lei correspondente. Por enquanto, a ministra Zypries condicionou sua decisão a este respeito aos resultados das assembléias gerais.

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