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Economia

Abono de Natal fica cada vez mais magro

Trabalhadores alemães poderão receber menos ou nada de abono de Natal. Crise econômica forçou empresas a reduzir custos e obrigar funcionários a abrir mão de pagamentos extras em troca da garantia de emprego.

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Muitos alemães não ganharão extra para comprar presentes

O final do ano avança a passos largos e muitas famílias já começam a programar a festa de Natal. Neste ano, no entanto, poderão ter menos dinheiro no bolso. Muitos trabalhadores alemães recebem, uma ou duas vezes por ano, um pagamento adicional ao salário. Dependendo da época, ele é denominado abono de férias ou abono de Natal. Só que muitos trabalhadores levarão um susto ao receber o contracheque de novembro.

A difícil situação econômica no país levou muitas empresas a diminuir ou cortar extras em acordos coletivos de trabalho para garantir a manutenção das vagas de trabalho. O perito em acordos salariais Reinhard Bispink explica que os extras pagos com os vencimentos só podem ser cortados quando se trata de pagamentos voluntários das empresas, acima do mínimo salarial acertado nos rígidos acordos coletivos de trabalho. E tranqüiliza: "Não são os patrões que decidem os cortes. A decisão normalmente é tomada em penosas negociações com os sindicatos".

Diferenças entre leste e oeste do país O valor do abono de Natal é muito diferenciado na Alemanha, dependendo da categoria profissional, do tamanho da empresa e da região em que se situa. Hagen Lesch, do Instituto da Economia Alemã, de Colônia, exemplifica: "Os servidores na parte ocidental do país recebem 82% de um salário a título de abono, enquanto os do leste ganham 62%. No oeste, isto representa, por exemplo, um saldo de 1670 euros para o zelador de uma escola".

Entre os setores que pagam mais, estão os bancos e a indústria de balas e doces. Neste caso, o trabalhador recebe um salário inteiro a mais, tal como o 13º no Brasil. Um experiente negociante de títulos de valores, por exemplo, pode receber até 3 mil euros.

Bauarbeiter auf der Baustelle

Em contrapartida, metalúrgicos e funcionários do setor de eletroeletrônica ganham menos: no oeste alemão, 55% e, no leste, 50% do salário mensal. No final da lista aparecem os trabalhadores da construção civil (55% na parte ocidental e nada no leste) e da gastronomia (50% no oeste e 38% na região da extinta Alemanha comunista).

Muitos ficarão sem nada Está se tornando praxe, no entanto, o corte deste tipo de extras cada vez que as empresas são obrigadas a repensar seus gastos. A KarstadtQuelle, seriamente atingida pela crise neste ano de 2004, desta vez não dará abono de Natal aos funcionários. O mesmo vai acontecer com os trabalhadores da Siemens nas unidades de Bocholt e Kamp Lintfort, que tentam assim evitar a transferência de dois mil postos de trabalho para a Hungria, e com os operários da Ford, que receberão apenas a metade do extra de Natal.

Há casos, inclusive, em que os funcionários só ficam sabendo quanto ganharão a mais ao abrir seus contracheques. É o caso dos trabalhadores na indústria química, cujos acordos prevêem reduções de até 15% nos abonos em anos de pouco êxito financeiro. No caso da construção civil, há a possibilidade de ser pago apenas um fixo de 780 euros.

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