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Guiné-Bissau

Polícia dispersou grupo que tentou perturbar início da convenção do PAIGC

Primeira convenção nacional do PAIGC teve início em Bissau sob forte medidas de segurança, depois da polícia ter dispersado um grupo que tentou perturbar o encontro.

"Um grupo de jovens tentou perturbar e foi repelido pela Polícia de Ordem Pública (POP)", disse fonte da organização da convenção nacional do PAIGC, maior formação política da Guiné-Bissau cujos trabalhos decorrem desta quinta-feira (22.06.) até sábado (24.06.)

Segundo a mesma fonte,citada pela agência de notícias Lusa, o PAIGC já tinha informado as forças de segurança guineenses e a Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) destacada em Bissau, sobre a realização da convenção.

"Pensar, para melhor agir"

A convenção nacional do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) decorre sob o lema "Pensar, para melhor agir".

Até sábado, 600 delegados do partido vão debater temas que incluem os princípios e fundamentos ideológicos do PAIGC, os estatutos do partido, o papel dos jovens e das mulheres, a corrupção no país e o melhor regime político para a Guiné-Bissau.

Críticas construtivas

Na base da convenção vão estar textos produzidos por militantes do partido sobre os vários temas que vão ser debatidos.

Flash-Galerie Guinea Bissau (DW)

"Esses textos, na minha opinião, estão muito vocacionados para o que pretendemos, ou seja, a maior parte daqueles textos são críticas ao partido e são críticas construtivas, porque depois recomendam o que se deve fazer para ultrapassar tudo o que há de negativo no partido", disse 'Manecas' dos Santos, membro do 'bureau político' do PAIGC e presidente da comissão organizadora da convenção.A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro. Desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

 

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