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Internacional

"Não queremos combater" diz em entrevista exclusiva à DW África Gilbert Diendéré

O líder dos golpistas no Burkina Faso, Gilbert Dienderé, recusa render-se ao exército regular burkinabé e afirma que aguarda as conclusões da cimeira extraoridnária da CEDEAO, em Abuja.

Numa entrevista exclusiva concedida à DW África, o general Gilbert Diendéré, chefe dos golpistas no Burkina Faso, disse que continua a negociar com o exército regular burkinabé, mas que aguarda as conclusões da mediação regional, reunida em Abuja, para que a crise chegue ao fim.

DW África: O que pensa da chegada a Ouagadougou de vários militares do exército do Burkina Faso oriundos de vários destacamentos do país? Está com medo? Quer combater?

Gilbert Diendéré (GD): Não queremos combater, não é nosso desejo nem a nossa posição. Não pensamos que esta seja a solução, na verdade. Começa a dialogar e a discutir e penso que é preferível mantermo-nos nesta direção do que combater. Antes de tudo, somos irmãos de um mesmo exército e, portanto, não seria uma boa medida entrarmos em confronto armado.

DW África: Teme-se que o seu grupo se transforme no braço armado dos candidatos pró-Blaise Compaoré, na medida em que já exigiu que os mesmos participem nas eleições. E quando alguém faz esta reivindicação pode pensar-se que o grupo que lidera se posiciona como o braço armado dos pró-Compaoré...

GD: Não. Não somos o braço armado de ninguém. Temos, sim, algumas ligações com pessoas desta ex-maioria, tal como mantemos laços com algumas pessoas da ex-oposição. Mas a nossa ação não visa ser um braço armado de qualquer grupo. É verdade que qualquer tipo de exclusão leva-nos a alguns problemas. Quando vemos o que se passa em África, onde ocorreram algumas exclusões, também tiveram lugar muitos problemas.

Ouvir o áudio 02:16

"Não queremos combater" diz em entrevista exclusiva à DW África Gilbert Diendéré (em francês)

DW África: Qual é a saída para esta crise no Burkina Faso?

GD: Ao nível do Conselho Nacional para a Democracia (CND) pensamos entregar o poder às autoridades civis a serem designadas. Em caso algum temos a intenção de conservar o poder. Simplesmente estamos à espera de conhecer as modalidades práticas para a transmissão do poder e, em seguida, regressaremos aos quartéis.

DW África: E que autoridade civil pensa que deve ser capaz de gerir até ao fim a transição no Burkina Faso?

GD: Não me compete dar essa resposta. As negociações estão a decorrer a nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em Abuja, na Nigéria, e os políticos deverão dar uma resposta à pergunta.

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