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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Defensores dos direitos humanos são cada vez mais alvo de ataques

Em alguns casos, os ativistas são agredidos e obrigados a mudar de aldeia e a sair do país, afirma Fodé Mané, líder da Rede Nacional dos Defensores dos Direitos Humanos.

Segundo o jurista e professor universitário guineense, Fodé Mané, há "cada vez mais" defensores dos direitos humanos e organizações, na Guiné-Bissau, que são atacados, perseguidos ou ameaçados quando denunciam situações de violação dos direitos humanos, nomeadamente casamento precoce ou forçado, violência doméstica, prática da excisão, roubo do gado, crimes ambientais ou espancamentos de pessoas acusadas de prática de feitiçaria.

Por vezes, os ativistas são obrigados a mudar de aldeia, a sair do país, agredidos fisicamente ou simplesmente perdem o emprego, afirmou o líder da Rede Nacional dos Defensores dos Direitos Humanos (RNDDH).

Fodé Mané diz que "a situação é preocupante" e alerta a sociedade guineense para a necessidade de "uma atuação urgente".

Symbolbild FGM

Defensores do fim da prática da excisão são, por vezes, perseguidos e agredidos

Aproveitando a comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos (10.12), várias organizações guineenses e ativistas individuais apresentaram formalmente a rede, no sábado (09.12), em Bissau. Fazem parte da RNDDH, para já, 43 organizações, número que deverá crescer rapidamente em breve, segundo o responsável Fodé Mané.

O objetivo da rede é dar "toda proteção possível" às organizações e pessoas que têm sido alvo de ataques do poder civil do Estado, do poder militar ou das próprias comunidades.

Mireya Guzman, chefe do departamento dos direitos humanos nos escritórios da ONU em Bissau, saudou a iniciativa dos ativistas guineenses pela criação da RNDDH. 

Segundo Mireya Guzman, o último relatório especial das Nações Unidas, publicado em janeiro, sobre os defensores dos direitos humanos no mundo alertava para a "indignação perante os ataques" aos ativistas desta causa.

Assistir ao vídeo 01:08

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