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Angola

Estradas da Huíla são retrato do abandono estatal em Angola

Condutores denunciam as más condições das vias públicas na cidade do Lubango e questionam a cobrança de uma taxa que serviria para a manutenção do asfalto. Governo local diz não ter recursos para pavimentar as estradas.

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Apesar de ser a segunda maior cidade angolana, o Lubango não tem uma boa infraestrutura rodoviária

Quem circula nas estradas e nos passeios da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, no litoral sul de Angola, mal consegue desviar-se dos buracos. O mau estado das vias preocupa os angolanos, que não entendem para que serve a taxa de circulação que têm de pagar ao Governo. As autoridades admitem dificuldades em resolver o problema.

O professor universitário Félix Kwenda classifica como "inacreditável" a condição em que a cidade se encontra. Segundo o docente, "o tapete asfáltico está com imensas crateras, muitos  buracos, principalmente nesta altura das chuvas, o que dificulta muito a circulação dos automobilistas".

E perante o mau estado das vias públicas, afirma que a taxa de circulação, imposta pelo Ministério das Finanças aos automobilistas, não está a ser bem aplicada.

"A cidade do Lubango, que outrora foi considerada a cidade jardim de Angola, já teve bons momentos, mas houve recuos significativos em termos de vias de  circulação dos automobilistas. Eu não devia me sentir satisfeito com o pagamento da taxa de circulação, porque o estado atual do asfalto na cidade do Lubango não satisfaz", diz Félix Kwenda.

Angola Prekäre Straßen von Lubango

Asfalto está cheio de buracos, denunciam condutores

Outros exemplos

Kwenda, que não entende o atual estado do Lubango – a segunda cidade mais populosa de Angola, depois da capital, Luanda – , sugere que o governo provincial da Huíla ponha os olhos noutros exemplos.

"Comparando com as demais cidades, como é o caso de Benguela, Huambo, penso que não seria mau trabalhar tal como os outros governos provinciais estão a trabalhar. Porque não se entende termos o tapete asfáltico que temos hoje", critica Félix Kwenda .

"Não temos sequer uma rua onde não haja crateras. Todas as ruas estão cheias de crateras e os governantes passam nestas ruas todos os dias. E o que é mais caricato é que passam a remendar as estradas com cimento, colocam pedras nas estradas e isto é muito mau", sublinha ainda o professor.

Ouvir o áudio 02:38

Estradas da Huíla são retrato do abandono estatal em Angola

O secretário municipal da União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), da oposição, no Lubango, Avelino Viye, critica o estado da via que liga a cidade do Lubango às províncias de Benguela e Huambo. "Olhai para as nossas estradas, a ponte do Hoque (Comuna do Hoque) uma estrada interprovincial, é um dos exemplos a não desejar".

Sem recursos

O administrador municipal do Lubango, Francisco Barros, reconhece o mau estado das estradas e admite ter dificuldades em resolver o problema.

"Dificuldades temos para o poder fazer, independentemente da situação económica que vivemos nesta altura. Mas estamos a fazer tudo. A administração também tem estado a fazer o seu trabalho. Infelizmente ainda não atingimos aquilo que nós podíamos considerar de trabalho de excelência", declara.

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