China garante continuar apoio à modernização de Angola | Angola | DW | 14.01.2018
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Angola

China garante continuar apoio à modernização de Angola

No encerramento da visita de um dia, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, demonstrou confiança no partido no poder e no Governo angolano e disse que a China não está preocupada com a dívida de Angola.

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João Lourenço, então membro da Assembleia Nacional, em visita à China em 2011

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que encerrou uma visita de 24 horas a Angola, disse este domingo (14.01), em Luanda, que o seu país vai continuar a apoiar o Estado angolano na diversificação da sua economia, industrialização e modernização em prol da paz e unidade do continente africano.

Wang Yi também ressaltou que não existe qualquer preocupação sobre a dívida de Angola para com a China, cujo valor não revelou.

"Tal como qualquer país em desenvolvimento, numa fase inicial da sua economia, é muito natural que pretenda mais financiamentos. A China também experimentou este processo, esses são problemas temporários".

O chefe da diplomacia chinesa demonstrou confiança nas autoridades angolanas, dizendo que não tem "nenhuma preocupação, porque tanto o partido no poder como o Governo em Angola estão a achar o caminho que corresponde à situação doméstica de Angola, que é a diversificação da economia e industrialização acelerada".

Wang Yi falava em conferência de imprensa no final de negociações entre os dois países, que serviram para a discussão sobre as obrigações de cada uma das partes sobre os vários acordos existentes, particularmente, a dívida de Angola para com a China.

Angolas Präsident Jose Eduardo dos Santos in China (Reuters/W. Zhao/Pool)

O então Presidente José Eduardo dos Santos cumprimenta o seu homólogo chinês Xi Jinping em visita à Pequim, em 2015

"Dívida sustentável"

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, disse que relativamente à dívida de Angola para com a China "as duas partes estão satisfeitas com o caminho percorrido até aqui", tendo decidido "discutir do ponto de vista técnico novas formas, métodos inovadores, que tornam esta dívida sustentável".

Foram ainda discutidas formas para que "o seu curso não seja interrompido, para que os projetos já em curso e aqueles que venham a ser acordados possam ter a necessária almofada financeira".

"Nós decidimos que equipas técnicas de Angola e da China devem trabalhar no âmbito da preparação da segunda sessão da comissão orientadora de cooperação económica e comercial entre Angola e a China, que é o mecanismo utilizado entre os dois países para coordenar e supervisionar a cooperação económica bilateral", disse, salientando que a mesma terá lugar em Luanda, muito em breve.

De acordo com o governante angolano, no quadro dessas discussões tomar-se-ão decisões relacionadas com a assinatura de instrumentos jurídicos considerados indispensáveis para conformarem ainda mais o apoio institucional à cooperação bilateral entre os dois países.

No final das conversações entre as duas delegações, os dois ministros assinaram um acordo de facilitação de vistos em passaportes ordinários, cujos contornos não foram divulgados.

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