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África do Sul

Anular acusações de corrupção contra Zuma foi "irracional"

Defesa reconheceu que a tentativa do Ministério Público de anular 783 acusações de corrupção contra o Presidente da África do Sul foi "irracional". Jacob Zuma poderá ter de se sentar no banco dos réus.

As centenas de acusações de corrupção, extorsão e fraude fiscal contra o Presidente Jacob Zuma foram retiradas em 2009 pelo Ministério Público, por se suspeitar de interferência política no caso. Mas, no ano passado, o Supremo Tribunal da África do Sul anulou a decisão, negando a Zuma o direito de recorrer.

Esta quinta-feira (14.09), o advogado de defesa de Jacob Zuma tentou, mesmo assim, contestar a decisão do Supremo. Kemp J. Kemp defendeu que o seu cliente tinha o direito de explicar na Justiça por que as acusações não deveriam ser reinstauradas. Mas o advogado surpreendeu o tribunal ao admitir que a decisão do Ministério Público de retirar as acusações não tinha fundamento.

"Aceita que a decisão foi irracional e não se pode manter?", questionou um dois juízes.

"Sim", afirmou Kemp.

Depois destas afirmações, a sessão foi adiada. Não se sabe ainda quando o tribunal divulgará uma decisão final.

Ouvir o áudio 02:34

Anular acusações de corrupção contra Zuma foi "irracional"

Esperança

O facto de a defesa do Presidente ter, aparentemente, abandonado a luta contra o restabelecimento das acusações acalentou as esperanças da Aliança Democrática. Há sete anos que o partido da oposição luta pela reabertura do processo contra Jacob Zuma.

"Isso já deveria ter acontecido antes de Zuma ter sido eleito Presidente. Já nos teríamos livrado de um grande constrangimento, enquanto nação que defendia o indefensável", afirmou James Selfe, um dos dirigentes da Aliança Democrática.

Nos últimos meses, os partidos da oposição na África do Sul tentaram várias vezes retirar Jacob Zuma do poder, inclusive através de uma moção de censura. Mas o Presidente tem resistido à pressão e continua no cargo.

Em dezembro, o partido de Zuma, o Congresso Nacional Africano (ANC), deverá eleger um novo líder, que provavelmente será o candidato presidencial da força política às eleições de 2019. Mas uma reabertura do processo contra Zuma poderá minar o caminho da sua candidata preferida, a sua ex-esposa Nkosazana Dlamini-Zuma, que é apontada para a liderança do ANC. Face às acusações, Zuma poderá até ter de deixar a Presidência antes de 2019.

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