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NOTÍCIAS

Sul-africanos novamente nas ruas contra Presidente Zuma

Milhares de pessoas manifestaram-se em Pretória para exigir a demissão do chefe de Estado sul-africano, Jacob Zuma. Uma nova ação de protesto da oposição, antes da votação de uma moção de censura no Parlamento.

Menos de uma semana após uma primeira vaga de manifestações em várias cidades da África do Sul, a capital voltou esta quarta-feira (12.04) a ser palco de uma marcha que terminou junto à sede do governo. "Zuma deve cair" voltaram a gritar os participantes.

A manifestação contou sobretudo com militantes da Aliança Democrática (DA) e dos Combatentes pela Liberdade Económica (EFF), os dois principais partidos contra o Congresso Nacional Africano (ANC, no poder).

Envolvido há meses numa série de casos de corrupção, o Presidente da África do Sul enfrenta uma nova tempestade política desde a remodelação do Governo a 30 de março.

A demissão do ministro das Finanças, Pravin Gordhan, que se opunha a Zuma em nome da transparência da gestão dos fundos públicos, provocou a cólera da oposição e a deterioração da classificação financeira da África do Sul. A remodelação provocou também uma crise aberta no seio do ANC.

Moção de censura

Na sexta-feira (07.04), milhares de pessoas já tinham desfilado em várias cidades sul-africanas para pedir a saída de Zuma. A Aliança Democrática e os Combatentes pela Liberdade Económica apresentaram no Parlamento uma nova moção de censura contra o chefe de Estado.

Südafrika Präsident Jacob Zuma

Jacob Zuma, um Presidente sob pressão

Jacob Zuma qualificou os protestos de "racistas", embora neles estivessem representadas todas as etnias, religiões e culturas do país.

O ANC, que dispõe de uma confortável maioria de 249 lugares em 400 no Parlamento, prometeu rejeitar a moção de censura, cuja votação está prevista para o próximo dia 18.

O voto poderá, no entanto, ser adiado devido a uma disputa legal sobre uma possível votação secreta, o que permitiria que os rivais de Zuma juntassem os seus votos aos da oposição.

"Se houver uma votação secreta no Parlamento, é provável que aqueles que estão contra o ANC obtenham a maioria", disse hoje o presidente do Congresso do Povo (COPE, oposição), Mosiuoa Lekota.

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