África do Sul: Líderes do ANC encontram-se com Jacob Zuma | NOTÍCIAS | DW | 04.02.2018
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NOTÍCIAS

África do Sul: Líderes do ANC encontram-se com Jacob Zuma

"Top 6" do ANC reúne-se com o chefe de Estado, este domingo (04.02), numa altura em que aumenta a pressão para que Zuma se demita. Presidente enfrenta nova moção de censura no Parlamento a 22 de fevereiro.

Os seis principais líderes do Congresso Nacional Africano (ANC) deverão reunir-se este domingo com o Presidente Jacob Zuma, segundo declarações do secretário-geral do partido, Ace Magashule – membro do "top 6” do ANC - aos órgãos de comunicação social sul-africanos.

Segundo Magashule, a saída de Jacob Zuma da Presidência do país não está na agenda do encontro. O secretário-geral contraria assim fontes anónimas citadas pelos jornais City Press e Sunday Times que afirmam que os líderes do ANC vão pedir ao chefe de Estado que se demita.

Segundo a emissora pública SABC, os seis membros do partido vão falar com Jacob Zuma sobre a transferência de poder.

Zuma, que está envolvido em vários escândalos de corrupção, está numa posição enfraquecida desde que foi substituído pelo vice-Presidente Cyril Ramaphosa na liderança do partido no poder.

Observadores apostam numa vitória de Ramaphosa nas eleições do próximo ano e muitos membros do ANC querem que Jacob Zuma saia do caminho para que o líder do partido possa avançar com a sua agenda anti-corrupção.

Ramaphosa na reunião?

Südafrika ANC Parteitag Zuma und Ramaphosa

Jacob Zuma e Cyril Ramaphosa no 54º Congresso do ANC, em dezembro de 2017

Ainda não é claro se Cyril Ramaphosa estará presente no encontro deste domingo que, segundo o Sunday Times, terá lugar em Pretória. O líder do ANC encontra-se na província nortenha do Limpopo para apelar ao apoio dos líderes tradicionais ao partido no escrutínio de 2019.

Paul Mashatile, membro do "top 6” do ANC, disse à CNBC Africa na sexta-feira que o Presidente deve demitir-se para evitar a existência de dois centros de poder e a sua remoção através de uma moção de censura ou um processo de impugnação.

"É uma incógnita o que sairá deste encontro, mas os dias de Zuma na Presidência estão definitivamente contados. Falo de semanas, não meses”, considera Jakkie Cilliers, analista do Instituto de Estudos de Segurança em Pretória.

Zuma, que ainda não anunciou se se demite de forma voluntária antes do fim do seu segundo mandato como Presidente, foi abandonado por vários aliados proeminentes do ANC desde que Ramaphosa assumiu a liderança do partido. Para quinta-feira, está marcado o discurso sobre o Estado da Nação, no Parlamento.

Nova moção de censura

Südafrika Vertrauensabstimmung im Parlament Jacob Zuma

Parlamento sul-africano, na Cidade do Cabo

A 22 de fevereiro, os deputados sul-africanos vão votar uma nova moção de censura contra o chefe de Estado. Zuma já "sobreviveu” a várias moções nos últimos anos, mas poderá estar numa posição mais delicada, num momento em que muitos dos seus antigos aliados colocam as suas fichas em Cyril Ramaphosa.

A moção de censura foi apresentada pelo partido da oposição Combatentes da Liberdade Económica. Para o vice-presidente do partido, Floyd Shivambu, "é inútil ter a moção de censura marcada para depois do discurso sobre o Estado da Nação”.

"Porquê ouvir Jacob Zuma no dia 8, quando ele vai embora no dia 22?”, questiona.

Também a Aliança Democrática considera que "os sul-africanos simplesmente não podem ser forçados a ouvir um discurso proferido por um Presidente desacreditado”.

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