Zuckerberg nega pressão para deixar o cargo | Notícias internacionais e análises | DW | 05.04.2018
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Mundo

Zuckerberg nega pressão para deixar o cargo

Apesar de escândalo de vazamento de dados de usuários do Facebook, fundador da rede social diz que ainda é a melhor opção para liderar a empresa, e que o importante é aprender com os erros.

Zuckerberg disse não está ciente de discussões no conselho da empresa sobre sua saída do Facebook

Zuckerberg disse não está ciente de discussões no conselho da empresa sobre sua saída do Facebook

Após o Facebook admitir que dados de 87 milhões de seus usuários foram compartilhados de modo inadequado com a empresa de consultoria Cambridge Analytica, o presidente da rede social, Mark Zuckerberg, se viu obrigado a fazer um novo pedido de desculpas aos usuários, admitindo os erros cometidos e prometendo não repeti-los.

Durante uma teleconferência nesta quarta-feira (04/04), Zuckerberg afirmou à imprensa que não estava ciente de discussões no conselho da empresa sobre sua saída do comando do grupo.

Ele disse que assume a culpa pelo vazamento de dados, que gerou revolta entre usuários, anunciantes e políticos, mas reafirmou que ainda é a pessoa certa para liderar a companhia que ele mesmo fundou.

Zuckerberg não pode ser simplesmente demitido da empresa, uma vez que ele é o acionista majoritário. A única maneira de ele deixar o comando da rede social seria através da renúncia.

Leia também: Opinião: Exclua sua conta do Facebook

Segundo Zuckerberg, sua empresa não percebeu "nenhum impacto significativo" na utilização da rede social ou nas vendas de anúncios desde o início do escândalo. Ele, porém, acrescentou que "não é bom" que os usuários se sintam infelizes com a plataforma.

"Quando se cria algo como o Facebook, algo sem precedentes no mundo, é claro que erros serão cometidos", afirmou, acrescentando que o mais importante é aprender com esses erros.

Ele disse que não demitiu ninguém em razão do escândalo, e tampouco planeja fazê-lo. "Não penso em jogar ninguém na fogueira por causa dos erros que cometemos aqui", afirmou.

Zuckerberg, porém, conclui que sua empresa deveria ter feito mais para avaliar e supervisionar desenvolvedores de aplicativos como os contratados pela Cambridge Analytica em 2014.

"Sabendo o que sei hoje, é claro que deveríamos ter feito mais", avaliou o fundador do Facebook. "Estamos ampliando nossa perspectiva sobre nossa responsabilidade."

Zuckerber de saída?

Em março relatos na imprensa americana e britânica revelaram que a Cambridge Analytica tinha acessado dados de 50 milhões de usuários do Facebook no desenvolvimento de técnicas para beneficiar a campanha eleitoral do presidente Donald Trump em 2016.

Mais tarde, o Facebook confirmaria que o vazamento foi maior do que o calculado inicialmente, atingindo 87 milhões de usuários, na maioria, nos Estados Unidos

O escândalo transformou o Facebook em alvo de investigações de autoridades reguladoras e promotores públicos nos EUA e em outros países, que convocaram Zuckerberg para se explicar.

O fundador da rede social irá ao Congresso americano no próximo dia 11 de abril, onde responderá às perguntas dos membros do Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes sobre o "uso e a proteção dos dados dos usuários da companhia", segundo indicou o comitê em comunicado.

A revista Wired, uma das principais publicações do setor tecnológico, afirma que a renúncia de Zuckerberg abriria a possibilidade de um segundo capítulo para ele e para a empresa, afirmado que poderia até recuperar a reputação da rede social e "trazer benefícios ao planeta como um todo".

"A renúncia de Zuckerberg apertaria o botão de 'reset' no Facebook", afirmou a revista.

RC/rtr/ots

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