Zoológico de Leipzig recria ambiente de floresta tropical | Conheça os destinos turísticos mais famosos da Alemanha | DW | 23.07.2011
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Turismo

Zoológico de Leipzig recria ambiente de floresta tropical

Com 16,5 mil metros quadrados, este é o maior pavilhão tropical da Europa. Localizado no zoológico de Leipzig, o Gondwanaland abriga animais e plantas exóticas de três continentes: Ásia, África e América do Sul.

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Gondwanaland: verde exuberante na floresta artificial

No zoológico de Leipzig, no leste da Alemanha, o pavilhão Gondwanaland reproduz o ecossistema tropical. Com 300 animais e 17 mil plantas, a floresta pode ser visitada por até 3 mil pessoas ao mesmo tempo. Antes de iniciar a expedição, o visitante precisa passar por uma caverna vulcânica, onde vivem animais primitivos como caranguejos-ferradura, peixes pulmonados e aves tinamiformes (parecidas com perdizes).

Também é possível ver o famoso gambá Heidi e seu companheiro. Os dois têm hábitos noturnos, assim como todas as outras criaturas na caverna. Para que os animais não durmam enquanto o zoológico recebe visitas, os tratadores lançaram mão de um truque: atrasaram o ritmo de sono por 12 horas. Enquanto lá fora é dia, lá dentro fica escuro, e, à noite, a luz é acesa.

Zoo Leipzig

Jörg Junhold, diretor do zoológico de Leipzig

O ar é quente e úmido, e logo começam a escorrer as primeiras gotas de suor do visitante. Pássaros cantam e ouve-se uma cachoeira ao fundo. Atrás do vilarejo, há um pequeno rio, o Gama-Nilo – neologismo criado pelo diretor do zoológico Jörg Junhold. "É uma fusão dos nomes dos rios Ganges, Amazonas e Nilo, porque, durante o passeio de barco, percorremos os três continentes – Ásia, América do Sul e África."

O passeio de barco começa na caverna, onde um vídeo narra uma breve história da Terra. Um dos temas abordados é o poder de destruição do homem, que desmata a floresta. Após alguns minutos, o visitante retorna à mata, com o barco passando por antas, pela ilha dos primatas e outras criaturas.

A viagem continua a pé, por caminhos estreitos no meio da floresta. "As barreiras que separam as pessoas dos animais são quase imperceptíveis, consistidas de grandes painéis de vidro, arames finos e pedras", explica o diretor do zoológico.

Como na natureza, no Gondwanaland, muitas vezes os animais se sentem intimidados ou simplesmente querem sossego e, por isso, o visitante não deve esperar ver todos os 300 animais do lugar. Junhold ressalta que o zoológico não é um museu.

Condições ideais

Zoo Leipzig

Vista aérea do pavilhão Gondwanaland

Para que as plantas exóticas cresçam, é preciso criar um ambiente com uma temperatura por volta dos 28ºC e até 75% de umidade do ar. Para isso, a caverna do Gondwanaland desempenha um papel importante. Ela é constituída de cerca de 18 mil placas de polietileno, que permitem a passagem de 100% dos raios UV, ao contrário do vidro. Assim, o pavilhão fica aquecido como uma estufa.

Além disso, um reservatório geotérmico e um sistema de umidificação ajudam a manter o falso clima tropical. As primeiras bananas já foram colhidas, o pé de cacau está florindo e há verde por todos os lados. Na horta, cultivam-se frutos e ervas.

Há 17 mil plantas em Gondwanaland, que, antes de serem inseridas no local, precisaram passar por uma quarentena para evitar o risco de pragas. Em enormes contêineres, 130 árvores foram transportadas de seu habitat para Roterdã, onde se adaptaram às condições de luz europeias. No pavilhão do zoológico de Leipzig, arbustos e plantas menores foram, então, plantados entre as árvores. O papiro, por exemplo, já atingiu um metro de altura.

"Após a aclimatação, algumas plantas perderam suas folhas, que voltaram a crescer logo depois. Nenhuma morreu", alegra-se o biólogo Fabian Schmidt. Também já nasceram os primeiros filhotes no Gondwanaland. "Temos dois casais de kowari, pequenos marsupiais da Austrália. Um deles já deu cria a um macho", diz Schmidt.

Dragão de Komodo

Zoo Leipzig

Há apenas 4 mil dragões de Komodo selvagens no mundo

O zoológico de Leipzig quer chamar a atenção para espécies ameaçadas de extinção, seguindo o lema do ambientalista senegalês Baba Dioum: "Protegemos apenas o que amamos, e amamos apenas o que conhecemos". Na área asiática, é possível ver os únicos exemplares na Alemanha de lagartos gigantes: os dragões de Komodo. Em todo o planeta, há somente 4 mil indivíduos selvagens da espécie.

Além disso, o zoológico também participa do Programa Europeu de Conservação, que pretende estabelecer uma população autossustentável de dragões de Komodo na Europa e apoia uma área de conservação na ilha de Flores, na Indonésia.

Lá são formados guardas florestais, que patrulham e protegem os lagartos gigantes de caçadores. Em escolas da ilha, que pertence às Pequenas Ilhas de Sonda, é feito um trabalho de conscientização sobre a importância desses animais para o equilíbrio ecológico.

Duas enormes árvores artificiais, que podem ser alcançadas por pontes de corda, contribuem para que Gondwanaland pareça autêntico. Do topo, tem-se uma vista impressionante da vegetação exuberante. Não fosse o telhado de polietileno, a ilusão de estar em uma floresta tropical no meio da Alemanha seria perfeita.

Autora: Isabelle Fabian (lf)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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