Zona do euro terá cúpula extraordinária para discutir crise da dívida | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 16.07.2011
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Economia

Zona do euro terá cúpula extraordinária para discutir crise da dívida

Apesar da resistência da Alemanha, países europeus de moeda comum farão reunião extraordinária de cúpula em Bruxelas para discutir a crise da dívida. Um dos temas será um novo pacote de ajuda à Grécia.

Van Rompuy anunciou encontro de cúpula

Van Rompuy anunciou encontro de cúpula

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, anunciou na noite desta sexta-feira (15/07) a convocação de uma reunião extraordinária de cúpula dos países da Eurozona para o próximo dia 21 de julho. Anteriormente, o encontro de cúpula estava programado para ser realizado na sexta-feira, o que encontrou resistência da Alemanha, que considerava a data muito prematura.

Em comunicado, o presidente do Conselho Europeu informou que decidiu adiar a reunião para a próxima quinta-feira para tratar da "estabilidade financeira da zona do euro como um todo" e do "financiamento futuro" de um segundo programa de resgate financeiro da Grécia.

Ainda na sexta-feira, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, havia reiterado a recusa de Berlim quanto a uma cúpula extraordinária por temer que ela não conduzisse a resultados concretos. A condição para tal cúpula "é que haja um resultado possível e se possa decidir sobre um programa de ajuda à Grécia", disse Seibert.

Motivo de discórdia

O alto endividamento orçamentário da Grécia é considerado o maior perigo para a zona do euro. A crise grega deverá ser atenuada através de um segundo pacote de resgate financeiro, cujos detalhes ainda não estão esclarecidos.

Para o governo de Angela Merkel, o acordo sobre um novo pacote de ajuda financeira à Grécia "é de grande importância e tem de se concretizar", disse o porta-voz Steffen Seibert em Berlim, esclarecendo que o referido programa deve conter um plano para a participação de credores privados no pacote de ajuda.

Quanto à emissão de "eurobonds" (títulos da dívida pública emitidos em conjunto pelos países da moeda única), Berlim continua a considerá-la inadequada, "porque retira dos Estados os estímulos para praticarem uma política sólida de consolidação orçamentária", explicou Seibert.

Questão delicada

A pressão sobre os países da zona do euro vem principalmente dos mercados financeiros. Na reunião da última segunda-feira em Bruxelas, eles chegaram a um acordo sobre as linhas gerais de um novo pacote de ajuda à Grécia, mas ainda continuam negociando as modalidades.

O motivo de discórdia reside principalmente na questão de que forma os credores privados, como bancos e seguradoras, irão participar do pacote de ajuda. Principalmente a Alemanha, mas também a Holanda e a Finlândia defendem tal medida.

No entanto, a participação de credores privados no resgate financeiro da Grécia é tecnicamente complicada, além de ser uma questão político-financeira bastante delicada.

Alguns países da zona do euro afirmam que as agências de notação de risco poderiam classificar tal passo como um incumprimento parcial por parte da Grécia, ou seja, o país deixou de poder pagar sua dívida soberana – um cenário que o Banco Central Europeu quer evitar a qualquer custo, por temer turbulências no mercado financeiro.

CA/afp/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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