Xi Jinping é eleito para novo mandato na China | Notícias internacionais e análises | DW | 17.03.2018
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Mundo

Xi Jinping é eleito para novo mandato na China

Assembleia Nacional decidiu por unanimidade reconduzir o atual presidente a um novo mandato. Graças a reforma constitucional, Xi Jinping tem possibilidade de se manter no poder além de 2023.

China Präsident Xi einstimmig im Amt bestätigt (Reuters/Jason Lee)

O presidente chinês Xi Jinping, que também comanda o Partido Comunista.

A Assembleia Nacional Popular (ANP) da China decidiu neste sábado (17/03) por unanimidade reconduzir o presidente do país, Xi Jinping, a um segundo mandato, durante a sessão plenária realizada no Grande Salão do Povo, em Pequim.

Xi, de 64 anos, foi reeleito graças a uma reforma constitucional que já havia sido aprovada pela ANP no dia 11 de março. O novo mandato vai se estender até 2023, mas a reforma aprovada também colocou fim ao limite de reeleições, assim Xi tem a possibilidade de se manter no cargo além desse período. 

Xi foi reeleito com 2.970 votos a favor, nenhum contra e nenhuma abstenção. Ele assumiu seu primeiro mandato em 2013.

O presidente também foi reeleito de forma unânime como presidente da Comissão Militar Central, o principal órgão do Exército chinês. Dessa forma, ele continuará ocupando os três cargos mais poderosos na República Popular (presidente, chefe das Forças Armadas e secretário-geral do Partido Comunista).

Apesar do nome, o cargo de presidente tem caráter principalmente simbólico. O poder do país está de fato o país nas mãos do secretário-geral do Partido Comunista. Desde o início dos anos 1990, o país mantém a tradição de que os dois cargos sejam ocupados pela mesma pessoa. Xi já havia sido reeleito para a chefia do partido em outubro do ano passado.

"Desempenharei honestamente meus trabalhos, aceitarei a supervisão do povo e trabalharei duramente para construir um moderno país socialista", destacou Xi, durante o juramento que ocorreu após o anúncio do resultado.

Na mesma votação, Wang Qishan, de 69 anos, foi eleito novo vice-presidente da China em substituição de Li Yuanchao, enquanto Li Zhanshu, de 67 anos, assumiu o cargo de presidente da própria ANP, substituindo Zhang Dejiang.

A aprovação das emendas constitucionais que beneficiaram Xi apontam uma consolidação ainda maior do poder do presidente. Além disso, o retorno à liderança com períodos indefinidos marcou uma ruptura com o sistema criado pelo antigo líder Deng Xiaoping, de colegiado, com limites temporais para os altos cargos, a fim de evitar os excessos que causaram a acumulação do poder pessoal desmedido durante a época de Mao Tsé-tung (1949-1976).

JPS/efe/lusa/ap

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