Vitória conservadora surpreende em eleições da Austrália | Notícias internacionais e análises | DW | 18.05.2019
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Austrália

Vitória conservadora surpreende em eleições da Austrália

Aliança liderada por Scott Morrison permanecerá no governo por mais três anos. Resultado contrariou tanto pesquisas de intenção de voto das últimas semanas como primeiras apurações, que davam vitória aos trabalhistas.

Primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e esposa Jenny entregam seu voto

Primeiro-ministro, Scott Morrison, e esposa Jenny entregam seu voto

A conservadora Coalizão Liberal/Nacional, liderada pelo primeiro-ministro Scott Morrison, venceu as eleições gerais deste sábado (18/04) na Austrália, contrariando as pesquisas de intenção de voto. Segundo a Comissão Eleitoral Australiana, com pouco mais de dois terços dos votos contados a coalizão detinha 73 assentos, contra 67 do Partido Trabalhista, o favorito nas enquetes.

Animados pelo otimismo que lhes davam as pesquisas das últimas semanas, numa campanha ancorada na proteção do clima, e após um começo promissor das apurações, os trabalhistas liderados por Bill Shorten tiveram que abrir mão de suas esperanças a partir do voto decisivo dos eleitores do estado de Queensland.

Assim o grupo liderado por Morrison parte para um terceiro mandato de três anos. O político de 51 anos do Partido Liberal, de centro-direita, assumiu em agosto último, depois que a ala linha dura da legenda fez cair o mais moderado Malcolm Turnbull. Morrison parecia fadado a ter o mandato mais breve da história australiana, mas conseguiu virar a mesa com uma intensa campanha negativa e o apoio da maior organização de mídia do país, de propriedade do magnata do setor Rupert Murdoch.

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Ainda não está claro se os conservadores governarão sozinhos: para tal precisam conseguir pelo menos 76 dos 151 assentos na Câmara dos Deputados, e o resultado final depende da contagem de mais de 4,7 milhões de votos postais, que ainda podem definir a distribuição dos últimos mandatos.

Cerca de 16 milhões de australianos estavam convocados a eleger os 151 deputados da Câmara, entre 1.056 candidatos; assim como 40 dos 70 senadores que servem durante um período de seis anos, entre 458 candidatos.

A Comissão Eleitoral Australiana estabeleceu 90 centros de votação no exterior, assim como outros 500 dentro do país para receber nos dias anteriores os votos de mais de 4 milhões de australianos que não puderam ir às urnas neste sábado.

AV/ap,afp,lusa,ots

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