Visitante ataca pintura de Hitler na Itália | Notícias internacionais e análises | DW | 05.10.2017
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Mundo

Visitante ataca pintura de Hitler na Itália

Homem fica furioso ao ver obra de líder nazista em exposição sobre loucura e tenta danificá-la com chave de fenda. Quadro seria parte da candidatura rejeitada de Hitler à Academia de Belas Artes de Viena.

A pintura de Hitler que foi atacada no museu

A pintura de Hitler que foi atacada no museu

Um homem de 40 anos atacou uma pintura a óleo do ditador nazista Adolf Hitler com uma chave de fenda na Itália. O agressor teria ficado furioso ao ver a obra de Hitler e tentou estragá-la, enquanto dizia palavrões antes de fugir. O quadro está pendurado no Museo di Saló, no Lago de Garda, como parte de uma exposição sobre loucura.

O diretor do museu, Giordano Bruno Guerri, disse que a obra seguirá exposta na exibição. "Nossa exposição não seria completa sem mostrar insanidade", afirmou.

A pintura praticamente não sofreu avarias. O proprietário, um colecionador privado da Alemanha, decidiu não entrar com uma queixa depois de ter examinado os danos. A obra sem nome, que mede cerca de 35 por 40 centímetros, mostra um vão de espaço aparentemente infinito em tons de terra escura. Em primeiro plano, um homem está sentado a uma mesa e um segundo indivíduo está encostado na moldura da porta. Ambos com feição desanimada. Na parte inferior direita, está a assinatura de Adolf Hitler.

O crítico de arte e curador da exposição itinerante "Museo dela Follia [Museu da Loucura]: de Goya a Bacon", Vittorio Sgarbi, escreveu em sua conta no Facebook que obras como esta devem ser contempladas "com desprezo e distância", mas "sem reproduzir a censura e o ódio expressado pelas ditaduras".

"É um pedaço de lixo, uma pintura feita por um homem desesperado. Não se vê grandeza, mas se vê miséria", disse Sgarbi. "Não é o trabalho de um ditador, mas o de um miserável e revela uma alma profundamente melancólica."

Hitler supostamente apresentou esta obra como parte de sua candidatura à Academia de Belas Artes de Viena, da qual foi rejeitado duas vezes. Posteriormente, escreveu sobre o diretor da escola em sua autobiografia antissemítica Minha Luta: "Esse cavalheiro me assegurou que os desenhos que eu havia apresentado mostraram incontestadamente minha inaptidão para pintar e que minha habilidade, obviamente, estava no campo da arquitetura".

PV/dpa/kna

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