Violência contra manifestantes eleva pressão internacional sobre a Síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.04.2011
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Mundo

Violência contra manifestantes eleva pressão internacional sobre a Síria

Devido à violência do regime sírio contra os manifestantes, cresce a pressão internacional sobre o governo em Damasco. Países-membros da União Europeia expressaram críticas a embaixadores da Síria e estudam sanções.

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Forças de segurança já mataram mais de 450 pessoas

Alemanha e outros Estados-membros da União Europeia (UE) convocaram os embaixadores sírios em uma "ação conjunta", nesta quarta-feira (27/04), para lhes expressar críticas em relação à violência de seu governo contra os manifestantes. Além de Berlim, Paris, Londres, Roma, Madri e Bruxelas também convocaram os respectivos embaixadores da Síria.

A medida ocorreu poucas horas antes de o Conselho de Segurança da ONU não ter conseguido chegar a um consenso sobre uma declaração sobre a Síria. Com a continuidade das negociações, a aprovação de uma declaração sobre a violência na Síria, proposta por quatro países-membros da UE, entre eles a Alemanha, vai depender principalmente da Rússia e da China. O embaixador chinês nas Nações Unidas, Li Baodong, disse insistir em uma "solução política".

Sanções em nível europeu

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, anunciou nesta quarta-feira em Berlim que seriam avaliadas possíveis medidas punitivas contra Damasco em nível europeu, como restrições de viagens para representantes do governo, congelamento de bens e suspensão da ajuda econômica europeia.

Syrische Truppen stürmen Widerstandshochburg Daraa

Regime reforça presença no sul do país

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, disse em Berlim que a UE precisa rever toda a sua política de cooperação com a Síria. Durante as deliberações com os embaixadores sírios, deveriam ser discutidas também "medidas concretas sobre a suspensão da cooperação com a Síria, até sanções específicas".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou por sua vez a "violência contínua" e a "utilização de tanques e munição pesada" na Síria. O ministro da Defesa britânico, Liam Fox, descartou por enquanto uma intervenção internacional, como no caso da Líbia.

Repressão violenta

Nesta quarta-feira, forças de segurança reprimiram violentamente protestos na cidade de Daraa, no sul da Síria, onde tiveram início as manifestações contra o chefe de Estado Bashar al-Assad, em meados de março. Na terça-feira, pelo menos seis pessoas teriam sido mortas na cidade, segundo informações de ativistas da oposição.

O Exército da Síria enviou reforços para a cidade no extremo sul do país. Somente nesta quarta-feira, cerca de 5 mil soldados das forças de segurança, apoiados por tanques de guerra, foram enviados para Daraa e, segundo testemunhas, mataram pelo menos 25 pessoas. Além de Daraa, o governo sírio também reforçou a presença de suas tropas nas cidades de Duma e Banias.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), desde o início dos protestos, pelo menos 453 pessoas teriam sido mortas nos confrontos entre manifestantes e forças de segurança na Síria.

FF/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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