Vice de Trump se diz ofendido por declarações do candidato sobre mulheres | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.10.2016
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Mundo

Vice de Trump se diz ofendido por declarações do candidato sobre mulheres

Mike Pence afirma que não aprova e não pode defender comentários sexistas do magnata, e está "feliz" por Trump ter se desculpado à população. Milionário diz que há "zero chance" de sair da disputa contra Hillary.

USA Mike Pence und Donald Trump in Westfield (picture alliance/AP Photo/M. Conroy)

Pence (esq.) é candidato a vice-presidente de Trump

O candidato republicano à vice-presidência dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou neste sábado (08/10) estar "ofendido" pelo vídeo de 2005 no qual o candidato à Casa Branca do mesmo partido, Donald Trump, faz comentários machistas e vulgares contra mulheres.

"Como marido e pai, me senti ofendido pelas palavras e ações descritas por Trump no vídeo de 11 anos atrás e divulgado ontem. Não aprovo seus comentários e não posso defendê-los. Fico feliz que ele tenha expressado arrependimento e tenha se desculpado perante o povo americano", afirmou Pence em comunicado.

Ele afirmou, ainda, que "rezamos por sua família e esperamos a oportunidade que ele terá de mostrar o que tem no coração quando se dirigir à nação amanhã à noite", acrescentou ele, em referência ao segundo debate presidencial marcado para este domingo.

Já a esposa de Trump, Melanie Trump, declarou neste sábado que as falas do marido são "inaceitáveis e ofensivas", mas pediu que as pessoas aceitem o pedido de desculpas dele.

"As palavras que meu marido usou não representam o homem que eu conheço. Ele tem o coração e a mente de um líder", disse em comunicado. "Espero que as pessoas aceitem suas desculpas, como eu fiz, e se concentrem nos assuntos importantes que nossa nação e mundo enfrentam."

"Há zero possibilidade de renunciar à disputa"

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, afirmou que não tem nenhuma intenção de renunciar à corrida presidencial dos Estados Unidos e garantiu que conta com um apoio "incrível".

"Há zero possibilidade de renunciar", disse Trump em entrevista ao The Wall Street Journal, na qual nega que sua campanha esteja "em crise" e assegura que o apoio que está tendo é "incrível".

O magnata nova-iorquino teve que pedir desculpas publicamente na sexta-feira devido a polêmicas declarações que fez em 2005, nas quais narra como abusa das mulheres, embora tenha dito que foram apenas "palavras".

"Eu nunca me rendo, jamais", reiterou Trump, que afirmou que a rival democrata, Hillary Clinton, é "uma candidata terrivelmente defeituosa".

Candidato perde apoio dentro do próprio partido

No vídeo divulgado na sexta-feira pelo The Washington Post é possível ouvir Trump em uma conversa privada com o apresentador Billy Bush na qual o magnata faz comentários machistas e obscenos sobre as mulheres.

Essas declarações custaram a Trump a rejeição dos próprios companheiros de partido. Alguns deles, como o governador de Utah, Gary Herbert, retiraram o apoio e anunciaram que não votarão no magnata nas eleições de novembro.

Já o senador John McCain, figura de destaque do Partido Republicano e candidato presidencial em 2008, também retirou seu apoio formal à candidatura de Trump.

"Queria apoiar o candidato nomeado pelo nosso partido, apesar de não ser minha escolha. Mas pensava ser importante e respeito o fato de Trump ter ganhado a maioria dos delegados", afirmou McCain. "Mas o comportamento dele [...] torna impossível que continue dando apoio mesmo que condicional à sua candidatura."

O presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, cancelou o comparecimento de Trump ao que seria o primeiro ato conjunto de campanha de ambos neste sábado, no estado de Wisconsin.

"Nunca disse que era perfeito e nunca fingi ser alguém que não sou. Eu disse e fiz coisas que me arrependo, e as palavras divulgadas em um vídeo que tem mais de uma década são algumas delas", disse o magnata na sexta-feira.

FC/efe/dpa/rtr/lusa

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