Vacina da Pfizer tem 91% de eficácia após seis meses | Notícias internacionais e análises | DW | 01.04.2021

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Coronavírus

Vacina da Pfizer tem 91% de eficácia após seis meses

De acordo com novo estudo, imunizante também protege contra a variante sul-africana do coronavírus. Pfizer e BioNTech esperam fabricar até 2,5 bilhões de doses este ano.

Mão com luva azul segura ambola da vacina enquanto aplica o conteúdo em uma seringa. Ao fundo, a logomarca da Pfizer.

Imunizante é um dos quatro aprovados na União Europeia.

A farmacêutica americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech anunciaram nesta quinta-feira (01/04) que estudos da fase 3 de testes mostram que sua vacina contra a covid-19 permanece 91,3% eficaz por pelo menos seis meses após a aplicação da segunda dose. Além disso, o imunizante também é eficaz contra a variante sul-africana do coronavírus, afirmam as empresas. 

"É um passo importante para confirmar a alta eficácia e os bons dados de segurança até agora, especialmente no acompanhamento a longo prazo", disse o presidente-executivo da BioNTech, Ugur Sahin.

De acordo com as empresas, a vacina mostrou 100% de eficácia na prevenção de casos graves até seis meses após a administração da segunda dose, conforme critérios do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês).

Se levada em conta a definição da Administração de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA, na sigla em inglês), que é diferente, a eficácia contra a forma grave da doença é de 95,3%.

O estudo levou em consideração dados de mais de 46 mil voluntários que participaram de ensaios clínicos, 12 mil deles acompanhados seis meses após receberem a segunda dose. Entre eles, foram registrados 927 casos confirmados de covid-19, dos quais 850 no grupo que recebeu placebo e 77 no que recebeu a vacina.

Do total de infectados, 32 desenvolveram a forma grave da doença - todos pertencentes ao grupo que recebeu placebo.

A eficácia registrada nessa nova pesquisa é um pouco inferior aos 95% que a BioNTech e a Pfizer relataram em novembro, em estudo envolvendo 44 mil participantes. Uma das explicações é que, desde então, várias novas variantes do coronavírus se espalharam pelo mundo.

Os laboratórios Pfizer e BioNTech esperam fabricar até 2,5 bilhões de doses de sua vacina em 2021. O imunizante é um dos quatro aprovados na União Europeia.

Eficácia de 100% contra variante sul-africana

O estudo também mostrou que a vacina é 100% eficaz contra a variante sul-africana. Para chegar ao resultado, os pesquisadores acompanharam 800 voluntários que participaram dos testes no país africano, onde a variante foi descoberta e é a dominante. Entre eles, foram observados nove casos de covid-19, todos no grupo placebo.

Na quarta-feira, a BioNTech anunciou que a vacina é 100% eficaz em adolescentes de 12 a 15 anos. O resultado, que foi comprovado na fase 3 de testes, também indicou "respostas robustas de anticorpos, superiores às registradas anteriormente, em participantes com idades de 16 a 25 anos", segundo afirma uma nota divulgada pela Pfizer.

A vacina já obteve o registro definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda não está sendo utilizada no Brasil.

Em março, o governo federal assinou contrato para a aquisição de 100 milhões de doses. No entanto, cerca de 75% delas devem chegar apenas no segundo semestre, em agosto e setembro. 

le (reuters, afp, ots)