Uso de máscara não será abolido após vacina, diz órgão alemão | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 13.10.2020

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Coronavírus

Uso de máscara não será abolido após vacina, diz órgão alemão

Instituto Robert Koch afirma que restrições à vida cotidiana serão mantidas mesmo quando imunização estiver disponível à população. Ministro alemão espera vacinação a partir do primeiro trimestre de 2021.

Pessoas de máscara em estação de trem em Colônia

"O comportamento de cada indivíduo conta", diz a agência do governo alemão

As restrições à vida cotidiana serão mantidas na Alemanha mesmo depois que uma vacina eficaz contra a covid-19 estiver disponível, alertou nesta terça-feira (13/10) o Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental de controle e prevenção de doenças infecciosas.

Em um relatório estratégico sobre os próximos meses, o órgão afirma que, embora seja provável que haja uma vacina eficiente em circulação já em 2021 e que essa seja "uma parte importante do combate à pandemia", o imunizante deverá estar disponível em quantidades limitadas e, inicialmente, apenas para grupos específicos, como pessoas de risco.

Assim, "certas modificações" na vida cotidiana – como usar máscaras, manter distância entre as pessoas, observar regras de higiene, ventilar ambientes e dar preferência para atividades ao ar livre – permanecerão em vigor num futuro previsível, acrescentou o RKI.

"O comportamento de cada indivíduo conta", diz o órgão. "Lidar com a pandemia é uma tarefa para a sociedade como um todo – é crucial que todos participem."

O instituto ainda defendeu que as escolas e creches permaneçam abertas, mesmo que as instituições de ensino sejam "um dos locais que têm papel no processo de infecção". Isso porque esses centros são fundamentais para o desenvolvimento, educação e socialização das crianças e jovens, assim como permitem que os pais trabalhem, diz o relatório.

No documento, o Robert Koch descreve como seu objetivo principal nos próximos meses "prevenir a disseminação da covid-19 e o sofrimento e a morte a ela associados, enquanto a vida social e econômica é prejudicada o menos possível".

A agência também sugere que viagens dentro e para fora da Alemanha sejam reduzidas. O aumento da mobilidade, seja por motivos profissionais ou particulares, "significa maior risco", diz o texto. Contudo, esse risco não está relacionado somente ao destino da viagem, mas "depende essencialmente do comportamento do indivíduo em uma área de transmissão".

O documento do RKI foi publicado um dia depois de o ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, afirmar que a vacinação contra a covid-19 pode ter início nos primeiros meses de 2021. "Do jeito que as coisas estão hoje, 12 de outubro, presumo que seremos capazes de começar no primeiro trimestre do próximo ano", disse em videoconferência.

Spahn destacou que a imunização será voluntária, e que as autoridades alemãs planejam vacinar primeiro as pessoas de grupos de risco, como aquelas que já sofrem de certas condições médicas, idosos e profissionais de saúde.

Segunda onda na Alemanha

Após uma primeira onda no primeiro semestre deste ano, o número de novas infecções pelo coronavírus voltou a crescer na Alemanha recentemente. Foram 4.122 casos confirmados nesta terça-feira, além de 13 mortes.

No sábado, o país havia registrado uma alta de 4.721 infectados, o maior número desde o início de abril. Na sexta-feira, haviam sido notificadas mais de 4.500 novas infecções.

Dada a aceleração nos últimos dias, teme-se que sejam atingidas em breve 6.000 infecções diárias, valor que foi registado no pico da primeira onda da pandemia, no final de março.

Atualmente, a Alemanha adota a regra de classificar como área de risco as cidades que superarem 50 infecções por 100.000 habitantes nos últimos sete dias. A partir desse número, são adotadas medidas especiais para tentar conter a doença.

Encontram-se nessa situação a capital alemã, Berlim, e outras grandes cidades, como Colônia, Frankfurt, Stuttgart e Munique. Ao todo, 30 municípios ou distritos foram classificados como áreas de alto risco de contaminação, englobando 14 milhões de pessoas, de um total de mais de 83 milhões de habitantes do país.

Ao todo, o coronavírus Sars-Cov-2 já infectou 329.453 pessoas na Alemanha e matou 9.634 pacientes, de acordo com dados do Instituto Robert Koch.

EK/afp/ap/dpa/efe/ots

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