Universo pode ser 2 bilhões de anos mais jovem, diz estudo | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 13.09.2019
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Ciência

Universo pode ser 2 bilhões de anos mais jovem, diz estudo

Pesquisadores da Alemanha concluem que cosmo se expande mais rápido que se pensava, levando a acreditar que ele é significativamente mais jovem. Resultados do estudo são controversos.

Hubble-Foto Kugelsternhaufen Messier 75 / NGC 6864 (picture-alliance/Zuma/ESA/Hubble)

Astrônomos estimam idade do universo através do movimento das estrelas

O universo está se expandindo muito mais rapidamente do que se acreditava, de acordo com pesquisadores na Alemanha. Essa rápida expansão levou os cientistas a sugerir que ele possa ser mais de 2 bilhões de anos mais jovem do que o estimado.

A idade do universo pode ter que ser reduzida para menos de 12 bilhões de anos, em vez dos 13,8 bilhões anos que havia sido projetado anteriormente. Os astrofísicos estimam a idade aproximada do universo usando o movimento das estrelas para calcular a velocidade com que o cosmo está se expandindo.

Se o universo está se ampliando mais rapidamente do que se pensava anteriormente, isso significa que ele chegou ao seu tamanho atual de forma mais rápida e, portanto, deve ser mais jovem.

"Temos uma grande incerteza sobre como as estrelas estão se movimentando na galáxia", disse Inh Jee, do Instituto Max Planck de Astrofísica, na Alemanha, e principal autor do estudo publicado nesta quinta-feira (12/09) na revista especializada Science.

As estimativas anteriores sobre a idade do universo foram baseadas na constante de Hubble, ou taxa de expansão, de 71 km/s/Mpc (a velocidade de recessão das galáxias aumenta 71 km/s a cada megaparsec). A equipe de pesquisadores de Jee, no entanto, apresentou uma taxa de 82,4 – o que colocaria a idade do universo em torno de 11,4 bilhões de anos.

Grande margem de erro

No entanto, Jee usou apenas duas lentes gravitacionais para a pesquisa, o que significa que a margem de erro é tão grande que é possível que o universo possa ser mais antigo que o calculado, e não mais jovem.

Devido a essas limitações, alguns especialistas questionaram os resultados. O astrônomo de Harvard Avi Loeb disse que essa seria uma maneira interessante e única de calcular a velocidade de expansão do universo, mas que seriam necessárias mais informações para adicionar peso às evidências. "É difícil se ter certeza de conclusões quando se usa uma escala que não se entende completamente", acrescentou.

Adam Riess, ganhador do Prêmio Nobel de 2011 por pesquisas sobre a idade e a taxa de expansão do universo, bem como a descoberta da "energia escura", apontou que o estudo publicado na quinta-feira carecia de precisão. "Não acho que isso acrescente muito ao atual estado das coisas. Mesmo assim, é bom ver as pessoas procurarem métodos alternativos", ressaltou.

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