União Europeia oferece ajuda financeira e humanitária ao Chile | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 01.03.2010
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América Latina

União Europeia oferece ajuda financeira e humanitária ao Chile

Bloco europeu organiza ajuda humanitária e oferece 3 milhões de euros ao Chile. Europa também deve enviar equipe de engenheiros para auxiliar autoridades chilenas na reconstrução.

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Chilenos passam noite nas ruas de Santiago após o terremoto

A União Europeia anunciou uma ajuda imediata de 3 milhões de euros ao Chile, pouco mais de 48 horas após terremoto de magnitude 8,8 que deixou 700 mortos e 2 milhões de feridos, até agora.

Catherine Ashton, Alta Representante para Assuntos Exteriores e Política de Segurança da Comissão Europeia, falou por telefone com o ministro chileno Mariano Fernández e ressaltou a disposição do bloco europeu em ajudar. "Ressaltei a nossa admiração pelo profissionalismo das autoridades chilenas ao fazer frente a uma situação tão difícil. Também reiterei que a União Europeia está disposta e preparada para apoiar o governo chileno quando for pedida a nossa ajuda", declarou.

Sob comando da comissária Kristalina Georgieva, o Serviço de Ajuda Humanitária da União Europeia, Echo, colocou-se à disposição das organizações em ação no Chile. A Cruz Vermelha Espanhola, a holandesa Care, a Médicos Sem Fronteiras e a instituição alemã World Vision se encarregaram de programar a assistência europeia, e três especialistas do Echo de coordenar as ações no país.

Dentre as contribuições europeias pedidas por Michelle Bachelet, presidente chilena em fim de mandato, estão pontes mecânicas, hospitais ambulantes com capacidade cirúrgica, estações de satélites, geradores e sistemas de purificação de água.

O Centro de Monitoramento e Informações, MIC, avalia a situação, para determinar como deve ser a ajuda europeia: há possibilidades de que uma equipe de engenheiros especializados seja enviada ao Chile para ajudar as autoridades na reconstrução, informou o Echo.

Situação de caos

Depois do terremoto e dos tsunamis que se seguiram no Chile, o país foi tomado pelo caos, e foram registrados casos de saque. A situação levou Bachelet a mandar forças militares às cidades afetadas.

Segundo informações de agências, 10 mil soldados foram destacados para a tarefa e também para a distribuição de ajuda aos feridos. Em Concepción, segunda maior cidade do país, foi adotado o toque de recolher como meio para restabelecer a ordem.

Impacto econômico

Chile Erdbeben Zerstörungen in Concepcion zwei weinende Frauen

Concepción é uma das cidades mais afetadas

Ainda não se sabe exatamente a dimensão da destruição, mas a conta poderia chegar a 30 bilhões de dólares – quase 15% do Produto Interno Bruto, segundo as agências. E o impacto na economia chilena deverá ser grande.

Por outro lado, a mineração, uma das principais fontes de renda do Chile, sobreviveu ao terremoto e retomou as atividades. Segundo o governo, a indústria conseguirá cumprir seus compromissos de exportação.

O terremoto provocou a subida da cotação do cobre na bolsa de valores, reaberta nesta segunda-feira (01/03) em Santiago. Os primeiros aviões começaram a aterrissar na capital, que se prepara para receber a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Consternação na Europa

Maria Muñiz de Urquiza, presidente da delegação EU-Chile no Parlamento Europeu, também expressou suas condolências e solidariedade. Urquiza prometeu assistência e apoio à delegação parlamentar e parabenizou o governo chileno "por sua rápida resposta e enorme esforço para amenizar os danos causados pela catástrofe".

O presidente da Comissão Europeia, Manuel Durão Barroso, declarou seus pêsames e disse estar disposto a auxiliar o Chile.

Autora: Mirra Banchón (np)
Revisão: Augusto Valente

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