Unasul expressa preocupação após afastamento de Dilma Rousseff | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 12.05.2016
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Brasil

Unasul expressa preocupação após afastamento de Dilma Rousseff

Secretário-geral da organização reafirma peso de Brasil na região e pede que Dilma seja julgada democraticamente, alertando que decisão pode abrir precedente para destituição de presidentes por motivos políticos.

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As reações da América Latina após o afastamento de Dilma

O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, afirmou nesta quinta-feira (12/05) que espera que Dilma Rousseff seja julgada democraticamente e expressou preocupação com o afastamento da presidente eleita no Brasil.

"Observamos com grande preocupação a presença e existência na América Latina em geral de fatores políticos que estão fazendo política sem responsabilidade política e que de alguma forma estão comprometendo a governabilidade democrática da região de uma maneira perigosa", disse Samper.

O colombiano pediu que se garanta o direito de defesa a Dilma e que seu julgamento siga as regras de um Estado democrático. "Não é nenhum mistério o peso que o Brasil tem na região, e essas circunstâncias de instabilidade que tem vivido e pode se aprofundar com a decisão tomada de maneira perigosa para a região", ressaltou.

Samper alegou que no processo contra Dilma não há motivos que comprometam "sua responsabilidade pessoal em qualquer crime" e argumentou que esse tipo de resolução poderia se difundir de maneira perigosa pela região.

"Nenhum presidente estaria isento a partir de manhã de ser acusado pelo Congresso de seu país e levado a uma destituição", ressaltou, acrescentando que no Brasil uma maioria política parlamentar está desafiando a maioria de cidadãos que se manifestaram a favor de Dilma.

As declarações do secretário foram feitas na sede da Unasul em Quito após o afastamento de Dilma, com a aprovação no Senado da admissibilidade do processo de impeachment. Com o resultado, o vice-presidente Michel Temer assumiu interinamente a Presidência da República e permanece no cargo, por no mínimo 180 dias, período no qual o Congresso decidirá sobre o futuro de Dilma no comando do país.

CN/rtr/dpa

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