Um terço dos alemães abre mão das férias | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 07.07.2016
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Alemanha

Um terço dos alemães abre mão das férias

Na Alemanha, justamente quem mais trabalha e precisa de repouso não usa os dias de folga a que tem direito, diz estudo. Professores estão entre os que menos tiram férias, e jornalistas entre os que mais usufruem delas.

Na Alemanha, um em cada três trabalhadores abre mão dos dias de férias a que têm direito, aponta um estudo divulgado pela Confederação Alemã dos Sindicatos (DGB) nesta quinta-feira (07/07).

À pergunta "Com quanta frequência você renuncia a dias de férias em prol do trabalho?", os que disseram mais abrir mão das folgas o fazem especialmente por medo de perder o emprego ou do futuro profissional.

Sobretudo funcionários dos setores de limpeza e construção e professores abrem mão do tempo livre. E os que mais aproveitam os dias de folga são trabalhadores do setor de serviços, como Publicidade, Marketing, Relações Públicas e Jornalismo. Profissionais altamente qualificados, em posições de direção e funcionários públicos também renunciam aos dias de descanso com frequência.

Além disso, aqueles que trabalham muito costumam sair de férias menos do que deveriam, como quem tem que estar sempre disponível ou fazer hora extra não remunerada.

Segundo a pesquisa, quanto maior a carga horária semanal, mais se abre mão do repouso. Assim, um em cada dois funcionários que trabalham 48 horas ou mais por semana não sai de férias tanto quanto deveria.

Segundo Annelie Buntenbach, membro da diretoria da DGB, os empregadores devem garantir que os funcionários possam usar seus dias de folga. "Justamente quando a pressão no trabalho é grande, o descanso nas férias é ainda mais importante para se manter saudável", afirma.

O número de dias de férias a que um trabalhador tem direito na Alemanha depende da carga horária semanal. Quem trabalha seis dias por semana, por exemplo, tem direito a no mínimo 24 dias úteis de folga por ano.

Para o estudo, a DGB consultou 4.691 trabalhadores no ano passado.

LPF/dpa/afp

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