Uber anuncia fim das operações na Colômbia | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 10.01.2020
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

América Latina

Uber anuncia fim das operações na Colômbia

Autoridades colombianas proibiram aplicativo de transporte que foi acusado de práticas comerciais desleais. Empresa ameaça processar Estado colombiano e chama decisão de "arbitrária e discriminatória".

Carro com logo da Uber

Uber opera em 63 países e em mais de 700 cidades

A plataforma de transporte de passageiros Uber anunciou nesta sexta-feira (10/01) que encerrará seus serviços na Colômbia no fim de janeiro, depois de uma proibição ordenada pelas autoridades do país sob a alegação de práticas comerciais desleais.

"De acordo com o surpreendente veredito de 20 de dezembro, a Uber deixará de operar na Colômbia em 1º de fevereiro de 2020", disse a empresa em comunicado. A gigante de compartilhamento de viagens dos EUA tem cerca de 2 milhões de usuários no país e cerca de 88 mil motoristas credenciados.

Uma ação contra a Uber foi apresentada por um grupo de taxistas à Superintendência de Indústria e Comércio, que regula o mercado. As autoridades concluíram que a empresa estava se beneficiando de "concorrência desleal" e de uma "vantagem significativa" sobre os serviços de taxis mais antigos e tradicionais.

A Uber afirmou que a decisão foi "arbitrária" e alegou que ela violava "o devido processo legal e os direitos constitucionais". A empresa chegou a recorrer da decisão judicial, mas acabou aparentemente desistindo de manter as operações durante esse período.

A Uber ameaçou ainda processar o Estado colombiano, alegando que este não cumpriu o acordo de livre comércio em vigor com os Estados Unidos ao determinar a a suspensão das atividades da empresa, e acusou a Colômbia de medidas "arbitrárias e discriminatórias".

O diretor da Agência de Defesa Jurídica do Estado, Camlio Gómez, rechaçou a ameaça e lembrou que, pelo acordo com os EUA, os investidores devem cumprir "rigorosamente" as leis do país no qual estão investindo.

O Ministério da Informação, Tecnologia e Comunicação da Colômbia autorizou as operações da Uber no país, no entanto, o transporte de passageiros por motoristas da empresa era ilegal. Devido a essa brecha na lei, a empresa poderia pagar impostos e estava autorizada a fazer propaganda. Os motoristas, porém, poderiam ser multados pela polícia.

Fundada em 2009, a Uber chegou na Colômbia em 2013. Desde o início, a empresa foi alvo de protestos de motoristas e sindicatos, que alegavam uma competição desleal. Manifestações semelhantes levaram diversas cidades e países a não autorizarem o funcionamento da empresa, como a região da Catalunha, na Espanha, Dinamarca, Bulgária e Hungria.

Em novembro, o organismo regulador do transporte público de Londres suspendeu por tempo indeterminado a licença para a empresa operar na cidade, apontando "várias violações que têm colocado os passageiros e a sua segurança em risco".

A Uber opera em 63 países e em mais de 700 cidades em todo o mundo e tem 91 milhões de usuários ativos por mês, de acordo com o site da empresa.

CN/afp/efe/dpa

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
App | Instagram | Newsletter

Leia mais