Turquia quer enviar terroristas islâmicos de volta à Europa | Notícias internacionais e análises | DW | 02.11.2019
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Oriente Médio

Turquia quer enviar terroristas islâmicos de volta à Europa

Países europeus se recusam a receber de volta cidadãos que foram lutar pelo "Estado Islâmico" na Síria. Ministro turco do Interior anuncia medida unilateral, advertindo que seu país não é "hotel para membros do EI".

Homens de vestes árabes andam em fila indiana em estrada de terra

Último território sírio dominado pelo "Estado Islâmico", perto de Baghuz, sendo evacuado, em fevereiro de 2019

O ministro turco do Interior, Süleyman Soylu, comunicou neste sábado (02/11) que pretende repatriar o mais rápido possível os membros do "Estado Islâmico" (EI) de origem europeia capturados na Síria.

A Turquia não é "nenhum hotel para membros do EI", frisou o chefe de pasta, criticando os Estados europeus por deixarem Ancara sozinha na questão de como lidar com os presos do grupo jihadista.

Isso seria inaceitável e irresponsável, e países como Reino Unido e Holanda, de onde alguns dos capturados vêm, estariam assim tomando o caminho mais fácil, disse Soylu, sem revelar de quantos terroristas se trata.

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Alemanha sugere criação de zona de segurança na Síria

Em outubro, durante uma ofensiva contra a milícia curda Unidades de Proteção do Povo (YPG), no nordeste da Síria, as Forças Armadas turcas assumiram o controle de uma faixa de 120 quilômetros ao longo da fronteira entre os dois países. Na ocasião, foram capturados alguns integrantes do EI, escapados da prisão.

As fugas haviam ocorrido quando a Turquia avançou sobre o território ocupado pelos curdos, em 9 de outubro, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirar suas tropas, apesar dos protestos domésticos e internacionais.

A ofensiva foi suspensa após oito dias, num cessar-fogo negociado pelos americanos. Na última semana, a Rússia, na qualidade de potência protetora do ditador sírio, Bashar al-Assad, fechou acordo com a Turquia para o controle conjunto das regiões fronteiriças.

Ancara considera as YPG o braço sírio do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e as combate como organização terrorista. Diversos países europeus têm se recusado a receber de volta seus cidadãos que viajaram para Síria para lutar nas fileiras do EI e haviam sido presos pelas Forças Democráticas Sírias (FDS).

Desde a sexta-feira a Organização das Nações Unidas estuda os planos do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de alojar milhões de refugiados sírios, atualmente residentes na Turquia, nos territórios ocupados no norte da Síria. O secretário-geral da ONU, António Guterres, encontrou-se em Istambul com Erdogan para se informar sobre a medida.

AV/rtr/afp/dpa

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