Trump terá sua parada militar | Notícias internacionais e análises | DW | 10.03.2018
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Estados Unidos

Trump terá sua parada militar

Desfile desejado pelo presidente americano deve acontecer em Washington em 11 de novembro, Dia dos Veteranos dos EUA. Evento, entretanto, não terá tanques para evitar danos às ruas da capital americana.

Melania und Donald Trump (ao fundo) na parada militar de 14 de julho de 2017 em Paris

Melania und Donald Trump (ao fundo) na parada militar de 14 de julho de 2017 em Paris

O Pentágono está organizando para 11 de novembro, Dia dos Veteranos dos EUA, o desfile militar desejado pelo presidente Donald Trump. O evento, entretanto, não terá a participação de tanques para minimizar possíveis danos às ruas de Washington.

Há um mês, Trump pediu ao Pentágono que organizasse o ato, após ficar maravilhado com o desfile militar do qual participou no ano passado, em Paris, no dia 4 de julho, Dia da Bastilha, a convite do presidente francês, Emmanuel Macron.

O Pentágono anunciou nesta sexta-feira (09/03) que o desfile – o primeiro do tipo nos EUA desde 1991 – irá da Casa Branca ao Capitólio, percorrendo a Avenida Pensilvânia.

O desfile "incluirá somente veículos com rodas, e não tanques", para desta forma "minimizar o prejuízo à infraestrutura local" de Washington, diz o documento preparatório do Pentágono, divulgado pela emissora americana CNN.

Mas haverá um "forte componente aéreo", incluindo aeronaves antigas, com uma apresentação da Força Aérea no final do desfile.

Os Estados Unidos não organizam um desfile militar de grande escala desde junho de 1991, depois da vitória na primeira Guerra do Golfo e com o presidente George H. W. Bush na Casa Branca.

Na ocasião, 8,8 mil militares desfilaram pelo centro de Washington, atraindo cerca de 200 mil espectadores, segundo o jornal The Washington Post.

Os desfiles militares em grande escala nos EUA são raros e reservados para celebrações pós-guerra.

Eles aconteceram depois da Guerra Civil Americana, em 1865; da Primeira Guerra Mundial, em 1919; e também em 1946, depois da Segunda Guerra Mundial.

Quando os EUA retiraram suas tropas do Iraque em 2011, o então presidente Barack Obama não quis organizar um desfile, pois a Guerra do Afeganistão prosseguia e havia vidas de militares americanos em risco.

Também não houve desfile depois das guerras na Coreia e no Vietnã, já que os Estados Unidos não saíram vencedores desses conflitos.

O pedido de Trump por uma parada militar provocou um debate sobre os prováveis custos. De acordo com uma estimativa inicial da Casa Branca, tal evento custaria entre 10 milhões e 30 milhões de dólares.

MD/efe/afp/dpa/rtr

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