Trump sugere que pode revogar sanções à Rússia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.01.2017
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Estados Unidos

Trump sugere que pode revogar sanções à Rússia

Em entrevista a jornal, presidente eleito afirma que, se Moscou cooperar em objetivos americanos, não vê razão para manter retaliação, imposta pelo governo Obama em reposta a ciberataques.

O presidente eleito americano, Donald Trump, sugeriu, em entrevista publicada na sexta-feira (13/01) pelo diário Wall Street Journal, que pode revogar as sanções contra a Rússia, impostas em dezembro passado pelo governo Barack Obama em resposta aos ciberataques.

"Se você se entende, e se a Rússia realmente estiver nos ajudando, por que sanções, se alguém está fazendo coisas realmente boas?", afirmou. As "coisas boas", segundo ele, seriam ajudar os EUA no combate ao terrorismo e em outros objetivos importantes para Washington.

A suposta interferência do Kremlin nas últimas eleições americanas, com o suposto objetivo de ajudar na vitória de Trump, monopolizou o debate político americano desde o pleito, realizado no início de novembro do ano passado.

Agências de inteligência americanas garantem que a Rússia esteve por trás dos ciberataques a organizações e operadores do Partido Democrata antes da eleição presidencial. Rejeitada por Moscou, a conclusão é apoiada também por empresas de segurança cibernética.

Vários políticos republicanos reconhecem que houve ação de hackers russos durante a campanha e a eleição, mas não veem os ataques como um esforço para ajudar Trump. Na quinta-feira, o magnata admitiu, pela primeira vez, que os ciberataques podem ter vindo de Moscou.

Na entrevista ao WSJ, Trump disse que espera se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, logo após a posse em Washington, marcada para 20 de janeiro. "Eu entendo que eles querem um encontro, e isso está absolutamente ok para mim", afirmou.

Neste sábado, o Comitê de Inteligência do Senado americano anunciou que vai investigar a suposta espionagem liderada pela Rússia nas últimas eleições, incluindo seus possíveis vínculos com as campanhas políticas.

Questão chinesa

Outro ponto polêmico abordado por Trump na entrevista foi a questão chinesa. O magnata voltou a pôr em xeque a política de "uma só China", que define a política americana para a China há décadas: "Tudo está em negociação, inclusive 'uma China'", afirmou.

Em dezembro, Trump irritou os chineses, após telefonar com o presidente Tsai Ing-wen, de Taiwan. A ligação foi a primeira de um líder americano desde que Jimmy Carter mudou o status da ilha, em 1979, reconhecendo-a como parte de um país. Pequim considera Taiwan uma província rebelde.

Durante a campanha, Trump fez duros ataques à China, chamando-a de manipuladora de câmbio e prometendo um aumento de 45% de impostos sobres importados chineses. Na entrevista desta sexta ao jornal, o magnata voltou a usar o mesmo tom.

RPR/ots

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