Trump não apresenta sintomas há 24 horas, diz médico da Casa Branca | Notícias internacionais e análises | DW | 07.10.2020

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Estados Unidos

Trump não apresenta sintomas há 24 horas, diz médico da Casa Branca

Equipe médica também apontou que presidente não apresenta febre há mais de quatro dias. Mandatário americano chegou a passar três dias internado após testar positivo para covid-19.

Donald Trump

Trump após voltar à Casa Branca. Mesmo doente, ele tirou a máscara em público

O presidente dos EUA, Donald Trump, que testou positivo para covid-19 há pouco menos de uma semana, está sem sintomas da doença há mais de 24 horas, disse nesta quarta-feira (07/10) o seu médico pessoal.

 "O presidente esta manhã disse: 'Sinto-me ótimo'", escreveu o médico de Trump, Sean Conley, no relatório de situação clínica de Trump.

"Ele não tem febre há mais de quatro dias e não apresenta sintomas há mais de 24 horas", acrescentou o médico da Casa Branca, que ainda apontou que o presidente apresenta anticorpos contra a doença.

"Os exames laboratoriais demonstraram níveis detectáveis de anticorpos IgG para o Sars-Cov-2 em uma amostra retirada na segunda-feira, 5 de outubro; inicialmente, amostras retiradas na quinta-feira não apresentavam uma concentração de IgG detectável", reportou Conley.

A equipe médica do presidente não chegou a dar esclarecimentos sobre os medicamentos administrados ou sobre os possíveis impactos do tratamento na condição física e mental de Donald Trump.

Trump, de 74 anos, chegou a passar três dias internado num hospital militar. Ele voltou para a Casa Branca na segunda-feira, ainda em meio a dúvidas sobre seu estado de saúde.  A Casa Branca chegou a dar informações contraditórias e confusas, e a equipe médica do presidente continua a se recusar a dar detalhes sobre a linha do tempo da infecção. A saída também ocorreu apesar de os médicos admitirem que o mandatário não estava "totalmente fora de perigo".

De volta à Casa Branca, Trump ainda vem protagonizando controvérsias. Na terça-feira, o Facebook e o Twitter penalizaram publicações de Trump que minimizaram os perigos da covid-19.

Um dia depois de receber alta do hospital onde foi internado com covid-19, Trump usou as duas redes sociais para apontar de maneira enganosa que o novo coronavírus é menos letal do que a gripe.

"Vamos fechar nosso país? Não, aprendemos a conviver com ela, assim como estamos aprendendo a conviver com a covid, que na maioria das populações é muito menos letal", acrescentou. O coronavírus matou cerca de 210 mil pessoas nos Estados Unidos desde fevereiro. A gripe sazonal causou, entretanto, entre 22 mil e 51 mil mortes anuais no país nos últimos cinco anos.

O Facebook excluiu a publicação. "Removemos informações incorretas sobre a gravidade da covid-19, por isso removemos sua postagem", disse a rede social.

Já o Twitter manteve a mensagem, mas ocultou o texto e inclui uma mensagem indicando que Trump estava infringindo as regras sobre "informações enganosas e potencialmente perigosas relacionadas à covid-19" e adicionou um link com informações confiáveis.

Depois de deixar o hospital, Trump também tirou a máscara assim que chegou à Casa Branca e prometeu voltar rapidamente à campanha para as eleições de 3 de novembro. Pouco antes, ele voltou a minimizar a pandemia ao afirmar que os americanos não deveriam temer o vírus, apesar das 210 mil mortes causadas pela covid-19 no país.

JPS/lusa/ots

Leia mais