Trump já não corre risco de transmitir vírus a outras pessoas, diz médico | Notícias internacionais e análises | DW | 11.10.2020

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Estados Unidos

Trump já não corre risco de transmitir vírus a outras pessoas, diz médico

Médico da Casa Branca, no entanto, não esclareceu se último teste do presidente americano apresentou resultado negativo. Declaração ocorre após Trump fazer um comício para apoiadores na sede do governo.

USA Washington Weißes Haus | Donald Trump, Präsident (Tom Brenner/Reuters)

Trump discursa para apoiadores na Casa Branca. Ele voltou a tirar a máscara em público

O presidente dos EUA, Donald Trump, não apresenta mais um quadro contagioso, disse o médico da Casa Branca, Dr. Sean Conley, em comunicado na noite de sábado (10/10).

"Esta noite [sábado], é com satisfação que anuncio que, além de o presidente preencher todos os critérios para o fim em segurança do isolamento, à luz dos padrões atualmente reconhecidos, também já não corre o risco de transmitir (o vírus) a outras pessoas", disse no comunicado, acrescentando que a avaliação foi baseada em critério do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

A Casa Branca, no entanto, não confirmou imediatamente se a declaração de Conley indicava que o último teste do presidente apresentou resultado negativo para a presença do coronavírus.

Mais cedo no sábado, Trump fez sua primeira aparição pública desde que voltou à Casa Branca após uma estada de três dias em um hospital militar.

Trump discursou da sacada da Casa Branca em um comício chamado de "protesto pacífico por lei e ordem", considerado como o primeiro passo da retomada de sua campanha à reeleição. O evento contou com a presença de algumas centenas de pessoas no gramado em frente à sede do governo americano, o que gerou temores em razão do não cumprimento das recomendações de saúde, como o uso de máscaras de proteção e o distanciamento social. Trump também voltou a tirar a máscara em público enquanto discursava.

Recentemente, a Casa Branca foi acusada de organizar um evento que resultou em uma "superpropagação" do vírus. No dia 26 de setembro, a cerimônia que oficializou a indicação da conservadora Amy Barrett para a Suprema Corte pode ter sido o marco zero de um surto de coronavírus na cúpula do governo americano.

Após essa cerimônia em setembro, pelo menos onze pessoas que estavam entre os mais de 150 convidados testaram positivo para covid-19, incluindo Trump e a primeira-dama, Melania. Na ocasião, os convidados foram instruídos a não usar máscaras se tivessem testado negativo naquele dia. Fotos também mostraram os convidados aglomerados durante a cerimônia, nos jardins da Casa Branca. 

As cenas voltaram a se repetir neste sábado. Em seu discurso, Trump se esforçou para demonstrar que está bem.  E voltou a afirmar, sem citar dados científicos, que a doença surgida na China em dezembro vai simplesmente desaparecer. "Já está desaparecendo", assegurou. Até este sábado, os EUA acumulavam 7,6 milhões de casos e mais de 214 mil mortes por covid-19.

"Quero que saibam que nossa nação vai derrotar esse terrível vírus da China", disse Trump da varanda para uma multidão animada de centenas de pessoas reunidas no gramado sul da Casa Branca, a maioria usando máscaras, mas com muito pouco distanciamento social.

Até o momento, as tentativas de Trump de projetar uma imagem de liderança no combate ao crime parecem ter pouco impacto. Pesquisas de opinião colocam o democrata Joe Biden, o adversário de Trump nas eleições de 3 de novembro, com ampla vantagem em relação ao presidente. A diferença entre ambos, contudo, é menor em alguns dos estados considerados fundamentais para as pretensões de ambos os candidatos.

O evento deste sábado teve ares de comício eleitoral, apesar de constar na agenda do presidente como sendo apenas um de seus compromissos. Oficialmente, Trump deve realizar seu primeiro evento de campanha após a infecção por covid-19 nesta segunda-feira, na Flórida. 

A campanha de Biden informou em nota que o ex-vice-presidente testou negativo para covid-19 neste sábado, antes de partir para um evento na Pensilvânia.

JPS/dpa/afp/ots