Trump deseja sorte ao novo governo | Notícias internacionais e análises | DW | 19.01.2021

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Estados Unidos

Trump deseja sorte ao novo governo

Em discurso de despedida, presidente dos EUA pede ainda orações para nova administração, mas não cita nome de Joe Biden, e afirma que movimento que criou "está apenas começando".

Televisão exibe discurso de Trump

Trump se recusou a citar Biden em discurso de despedida

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou nesta terça-feira (19/01) os americanos a "rezarem" pelo sucesso do novo governo. Em seu discurso de despedida, gravado em vídeo, o republicano, porém, não cita o nome do presidente eleito Joe Biden, que tomará posse nesta quarta-feira.

"Esta semana, inauguramos um novo governo e rezamos pelo seu sucesso em manter a América segura e próspera", afirmou Trump, no vídeo divulgado pela Casa Branca. "Também queremos que eles tenham sorte", acrescentou.

Embora o discurso seja um raro gesto de boa vontade para com seu sucessor, Trump não citou o nome de Biden nenhuma vez nos quase 20 minutos de vídeo. O republicano desejou ainda felicidades ao novo governo.

Com base em alegações sem provas de suposta fraude eleitoral, Trump não admitiu a derrota no pleito e suas declarações levaram apoiadores a invadir o Capitólio no início de janeiro. Muitos continuam acreditando nestas alegações, apesar de uma longa lista de juízes, republicanos e até mesmo membros do governo garantirem não haver evidências disso.

Em seu discurso, o presidente lembrou a invasão do Capitólio, a qual incitou, e afirmou que "todos os americanos ficaram horrorizados com o ataque", acrescentando que a violência política "não pode ser tolerada".

No discurso, Trump listou ainda os feitos de sua administração, que ele considera seus principais sucessos, como a construção de um muro na fronteira com o México, o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus, esforços para normalizar as relações no Oriente Médio e a criação de uma força espacial.

"O mundo nos respeita novamente, por favor, não percam esse respeito", alegou, destacando a retirada dos EUA do Acordo de Paris e as pressões que impôs aos parceiros da Otan.

Trump afirmou ainda que seu movimento está apenas no início. "Agora que me preparo para entregar o cargo a um novo governo, eu quero que saibam que o movimento que criamos está apenas começando".

Quebra de tradições

Trump vai quebrar a tradição e não estará presente na cerimônia de posse de Biden. Ele deve deixar Washington na quarta-feira de manhã. Ele também se recusou a convidar os Biden para uma visita à Casa Branca, como fez seu antecessor Barack Obama. Os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama deverão assistir à cerimônia de posse.

A primeira-dama Melania Trump também quebrou uma tradição ao não convidar a sucessora, Jill Biden, esposa do presidente eleito para um percurso pela Casa Branca antes da transferência do poder, segundo a emissora americana CNN.

De acordo com a emissora, a atitude quebra uma tradição que remonta à reunião de Bess Truman, esposa de Harry S. Truman (1945-1953) e Mamie Eisenhower, esposa de Dwight David Eisenhower (1953-1961), e que continuou com Laura Bush, cujas filhas, Jenna e Barbara Bush, mostraram a Sasha e Malia Obama "como escorregar pelo corrimão da residência".

Michelle Obama também convidou Melania Trump, seguindo a tradição não escrita entre as primeiras-damas.

CN/lusa/dpa/ap/efe

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