Trump demite secretário de Defesa | Notícias internacionais e análises | DW | 09.11.2020

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Estados Unidos

Trump demite secretário de Defesa

Presidente americano anuncia demissão pelo Twitter dois dias após perder a eleição. Mark Esper se posicionara contra Trump na questão do envio de tropas para conter protestos nos EUA.

Donald Trump e Mark Esper

Esper já espera demissão após eleição presidencial

Dois dias após o anúncio da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta segunda-feira (09/11) o secretário de Defesa, Mark Esper. O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Christopher Miller, assumirá o cargo interinamente.

"Chris fará um grande trabalho. Mark Esper concluiu seu trabalho, gostaria de agradecer pelos serviços prestados", anunciou Trump a demissão do atual secretário pelo Twitter.

O nome de Esper estava na lista de possíveis demitidos por Trump após ter se mostrado contrário à proposta do presidente de enviar unidades militares para frear os distúrbios em diversas cidades do país após a morte do cidadão negro George Floyd por policiais.

"A opção do uso de tropas no papel de garantir a lei deveria ser utilizado apenas como último recurso, e somente nas situações mais urgentes e extremas. Não estamos em uma dessas situações agora", comentou Esper em entrevista coletiva no Pentágono à época.

Formado na academia militar de West Point e com experiência tanto no governo como no setor privado, Esper foi designado por Trump como chefe do Pentágono em junho de 2019.

Com a demissão dois dias após a derrota, Trump aparenta querer usar os últimos meses do mandato para um acerto de contas no governo. Apesar do resultado eleitoral, o presidente vem se recusando a admitir a vitória de Biden.

O Pentágono não comentou a decisão do presidente. Fontes disseram à agência de notícias Reuters que Esper já esperava ser demitido, principalmente se Trump fosse reeleito.

Durante o governo, Trump teve uma relação difícil com o Pentágono, onde militares de alta patente evitavam ser vistos como instrumento político do presidente. O antecessor de Esper, Jim Mattis, deixou o cargo em 2018 por diferenças políticas com Trump. Ambos discordavam da atitude depreciativa do presidente em relação aos aliados na Otan.

CN/efe/rtr/lusa/afp

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