Trump bloqueia mensagens de líderes estrangeiros para Biden | Notícias internacionais e análises | DW | 12.11.2020

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Estados Unidos

Trump bloqueia mensagens de líderes estrangeiros para Biden

Departamento de Estado vem impedindo que presidente eleito tenha acesso a manifestações enviadas por outros países. Apesar do boicote da diplomacia dos EUA, democrata já vem conversando com líderes de outras nações. 

USA, Washington I Außenministerium der Vereinigten Staaten I State Department

O chefe do Departamento de Estado dos EUA, Mike Pompeo, já deixou claro que não reconhece vitória de Biden

O governo de Donald Trump está bloqueando o acesso a mensagens que os líderes mundiais estão enviando ao presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. A rede CNN informou na quarta-feira (11/11) que o Departamento de Estado, responsável pela diplomacia dos EUA, está se recusando a encaminhar dezenas de mensagens de líderes estrangeiros dirigidas a Biden e à sua equipe de transição.

Trump continua a não reconhecer o resultado das eleições da semana passada, que terminaram com uma vitória de Biden, segundo projeções. Ele também vem denunciando repetidamente, sem apresentar evidências, que está sendo vítima de fraude eleitoral generalizada. Sua campanha também vem tentando reverter o resultado nos tribunais.

Apesar da recusa do republicano, dezenas de líderes mundiais, de países como Alemanha e Canadá, e todos os ex-presidentes vivos dos EUA, incluindo o republicano George W. Bush, já felicitaram Biden pela vitória. A maior parte do povo americano também concorda que Biden é o vencedor.

Mas apenas os líderes mundiais que entraram em contato direto com Biden ou divulgaram mensagens públicas conseguiram parabenizar o líder. Segundo a CNN, funcionários do Departamento de Estado relataram que outras mensagens para Biden começaram a chegar no último fim de semana, quando a sua vitória foi confirmada.

O Departamento de Estado normalmente organiza comunicações para presidentes eleitos durante o período de transição, mas o governo Trump vem barrando qualquer iniciativa de transferência de poder.

Nos últimos dias, membros do governo Trump também passaram a abraçar mais abertamente a narrativa do chefe. Entre eles o chefe do Departamento de Estado. Na terça-feira, ao ser questionado sobre a transição de poder, o secretário de Estado Mike Pompeo afirmou que haverá uma "transição de poder suave para um segundo mandato de Trump", sinalizando que o círculo do presidente pretende arrastar a questão até pelo menos a metade de dezembro, quando o Colégio Eleitoral oficializar o resultado.

Apesar do boicote do círculo de Trump, o democrata Biden já travou conversas com vários líderes mundiais, como a chanceler federal alemã Angela Merkel, o o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson.

O primeiro líder estrangeiro que falou com Biden para lhe dar os parabéns pela vitória, na segunda-feira, foi o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau. Na quarta-feira, Biden ainda falou com os primeiros-ministros do Japão, Yoshihide Suga, da Austrália, Scott Morrison, e com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in. Biden recebeu todas essas ligações sem o auxílio do Departamento de Estado, como costumava ser comum nos períodos de transição nos EUA.

O número de países que ainda não reconheceram Biden como presidente eleito também vem diminuindo, sinalizando que poucos líderes estrangeiros compraram a narrativa de Trump. Entre as nações que ainda não se manifestaram estão México, Brasil, Rússia e China.

A atitude de Trump contrasta com a transição de 2016, quando o então presidente Barack Obama recebeu um recém-eleito Trump na Casa Branca uma semana após o pleito para oficializar o início da passagem de poder.

JPS/lusa/ots

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