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Foto de Trump fazendo biquinho e comemorando com os punhos cerrados.
"Criei a Truth Social para enfrentar a tirania das 'gigantes da tecnologia'", disse TrumpFoto: Reuters/J. Ernst
Mundo digitalEstados Unidos

Truth Social: Trump anuncia lançamento de nova rede social

21 de outubro de 2021

Plataforma começará a ser testada em novembro. Ex-presidente dos EUA também prevê lançamento de serviço de vídeos. Republicano foi banido de Facebook e Twitter após incitar invasão do Capitólio.

https://www.dw.com/pt-br/trump-anuncia-lan%C3%A7amento-da-truth-social-sua-nova-rede-social/a-59576595

Nove meses depois de ser expulso de redes sociais por seu papel na incitação à invasão do Capitólio, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou planos para lançar sua própria rede social, em um esforço para continuar ativo nas mídias.

O anúncio, feito nesta quarta-feira (20/10), impulsiona especulações de que Trump se prepara para a concorrer à Casa Branca novamente em 2024.

Chamada de "Truth Social" (truth significa verdade), a nova rede social pertencerá ao Trump Media & Technology Group (TMTG), empresa do ex-presidente. O lançamento oficial deve ocorrer apenas no início de 2022, mas, em novembro, ela já deve ser testada por convidados, em uma versão beta – o app já está disponível para pré-venda na Apple Store.

"Eu criei a Truth Social e o TMTG para enfrentar a tirania das 'gigantes da tecnologia'", disse Trump. "Vivemos em um mundo onde o Talibã tem uma grande presença no Twitter, mas seu presidente americano favorito foi silenciado. Isso é inaceitável", acrescentou.

Trump era muito ativo nas redes sociais, sobretudo no Twitter, sua mídia preferida.

Após as incitações de Trump para que apoiadores marchassem até o Capitólio em 6 de janeiro, enquanto ocorria a sessão que iria ratificar a vitória eleitoral de Joe Biden – o que culminou com a invasão ao Congresso americano e a morte de cinco pessoas -, o Facebook baniu o ex-presidente indefinidamente em 7 de janeiro, mas, posteriormente, reduziu a proibição para dois anos.

Celular mostrar o perfil de Trump no Twitter fora do ar.
Trump foi banido em janeiro do Twitter, sua rede social preferidaFoto: picture alliance/dpa/Revierfoto

O Twitter rapidamente o seguiu, suspendendo permanentemente a conta de Trump, que tinha mais de 88 milhões de seguidores na época, devido ao "risco de mais incitação à violência". Depois outras plataformas, como YouTube, Snapchat e Instagram também baniram o ex-presidente.

Desde então, Trump tem procurado maneiras de recuperar seu megafone na internet, iniciando vários processos contra as gigantes da tecnologia.

Referências ao Twitter

Nas imagens da nova rede social disponíveis na pré-venda da Apple Store, é possível ver que o Truth Social se assemelha ao Twitter, com mensagens curtas e identificações de usuário precedidas por @.

O TMTG fanunciou a fusão com a Digital World Acquisition Corp. e, segundo comunicado, pretende se tornar uma empresa de capital aberto. O grupo tem valor inicial estimado em 875 milhões de dólares.

Plataforma de vídeos

Além da nova rede social, o TMTG também pretende lançar um serviço por assinatura de vídeos sob demanda, que contará com programação de entretenimento, notícias e podcasts. A programação será liderada por Scott St. John, produtor executivo do famoso programa de televisão America's Got Talent.

De acordo com o TMTG, seus concorrentes em potencial vão de Facebook e Twitter à Netflix, Disney+ e CNN. A longo prazo, a empresa planeja se tornar, também, forte na área de computação em nuvem e pagamentos, fayendo frente a Amazon, Microsoft, Google e Stripe.

Tentativas de voltar à internet

Em maio, Trump lançou o blog chamado From the Desk of Donald J. Trump, que, com baixo número de acessos, foi tirado do ar apenas um mês depois.

No começo do ano, o ex-assessor de Trump Jason Miller lançou uma rede social chamada Gettr, mas o ex-presidente ainda não aderiu à plataforma.

Pouco depois do anúncio da Truth Social, Miller parabenizou Trump por "voltar a entrar na briga da mídia social". "Agora, Facebook e Twitter perderão ainda mais participação no mercado", disse ele em um comunicado publicado no Twitter pela Gettr.

le/lf (AP, AFP, Lusa, ots)