Trump acusa Obama de grampear seu telefone durante a campanha | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.03.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Estados Unidos

Trump acusa Obama de grampear seu telefone durante a campanha

Presidente americano afirma que antecessor instalou escuta na Trump Tower pouco antes de sua vitória na eleição presidencial. Sem apresentar evidências, republicano classifica suposta ingerência de "terrível".

Donald Trump com dedo apontado

Trump frequentemente usa sua conta no Twitter para atacar rivais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste sábado (04/03) o antecessor, Barack Obama, de grampear seu telefone durante a campanha presidencial do ano passado. O republicano, no entanto, não apontou nenhuma evidência para a alegação.

Leia mais: Trump culpa Obama por vazamentos de informação

"Terrível! Acabei de descobrir que Obama 'grampeou' meu telefone na Trump Tower logo antes da vitória [na eleição]. Nada foi encontrado", escreveu em uma de uma série de mensagens publicadas no Twitter. "É macartismo", comentou, referindo-se à perseguição de militantes e simpatizantes comunistas nos EUA nos anos 1950.

Trump também comparou a suposta ingerência ao escândalo Watergate, de espionagem política, que levou à demissão do então presidente Richard Nixon, em 1974.

O porta-voz de Obama, Kevin Lewis, afirmou que era regra de seu governo que nenhum funcionário da Casa Branca interferisse em investigações do Departamento de Justiça, as quais devem decorrer livres de influência política.

"Nem o presidente Obama nem nenhum funcionário da Casa Branca jamais ordenaram a vigilância de um cidadão americano", disse Lewis, afirmando que qualquer sugestão contrária é "simplesmente falsa". A Casa Branca não se manifestou sobre o que motivou as alegações de Trump no Twitter.

Contatos com a Rússia

 As postagens de Trump podem ser uma resposta às críticas dos democratas após a revelação de que, durante sua audiência de confirmação no Senado, o procurador-geral do país, Jeff Sessions, mentiu sobre contatos com o embaixador russo durante a campanha eleitoral. Sessions, então senador, foi um dos primeiros a declarar apoio a Trump na Casa.

Em fevereiro, o assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, renunciou ao cargo após a revelação de que, antes da posse de Trump, ele discutiu com o embaixador russo sanções impostas pelos EUA a Moscou.

O presidente também escreveu no Twitter neste sábado que o mesmo embaixador russo que se reuniu com Sessions "visitou a Casa Branca sob Obama 22 vezes, quatro delas somente no ano passado."

Trump frequentemente usa sua conta no Twitter para atacar rivais. Durante anos, ele promoveu na rede social uma campanha alegando que Obama não nasceu nos Estados Unidos. Mais tarde, ele se retratou.

LPF/ap/rtr

Leia mais