Trump acusa Irã de patrocinar o terrorismo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.05.2017
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Mundo

Trump acusa Irã de patrocinar o terrorismo

Presidente americano diz que República Islâmica desestabiliza Oriente Médio e "alimenta fogo do conflito sectário". Rei saudita afirma que Teerã é "ponta de lança do terrorismo mundial".

Trump em Riad, na Arábia Saudita

"Tudo o que está acontecendo na Síria é culpa do regime iraniano", disse Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste domingo (21/05) o Irã de desestabilizar o Oriente Médio e apoiar os "crimes indescritíveis" do presidente sírio, Bashar al-Assad. "Tudo o que está acontecendo na Síria é culpa do regime iraniano", disse Trump ao discursar perante representantes de mais de 55 países muçulmanos numa conferência em Riad, na Arábia Saudita.

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"Por décadas, o Irã alimentou o fogo do conflito sectário e do terrorismo. É um governo que fala abertamente de assassinatos em massa, prometendo a destruição de Israel, a morte dos Estados Unidos e a ruína de muitos líderes e nações presentes neste salão", afirmou Trump.

O presidente americano apelou a todas as nações para "trabalharem para isolar o Irã e [privá-lo] dos fundos que financiam o terrorismo". Ao insistir nas críticas "à agressão" iraniana na região, Trump afirmou que "as vítimas que sofrem há mais tempo" com ela são os próprios iranianos, que "suportaram desgraças e desespero por causa da busca inconsequente dos seus líderes por conflito e terrorismo".

Ataque sem precedentes

Já o rei Salman bin Abdulaziz al-Saud, da Arábia Saudita, lançou, na abertura da cúpula entre os países muçulmanos e os Estados Unidos, um ataque sem precedentes ao Irã, país que qualificou de "ponta de lança do terrorismo mundial".

O monarca manifestou-se também determinado em eliminar o grupo "Estado Islâmico" e todas as organizações terroristas, "qualquer que seja sua religião, confissão ou ideologia".

"O regime iraniano é a ponta de lança do terrorismo internacional desde a revolução de Khomeini", disse o rei perante Trump e os representantes de mais de 50 países das nações muçulmanas, dos quais 37 chefes de Estado ou de Governo.

"O regime iraniano apoia os grupos e movimentos terroristas, tais como o Hisbolá, os houthis, bem como o grupo Estado Islâmico", salientou o monarca saudita. A Arábia Saudita é de maioria sunita e o seu grande rival na região é o Irã, que é de maioria xiita. O "Estado Islâmico" é um grupo radical de origem sunita.

Batalha entre o bem e o mal

Num discurso muito centrado no combate ao terrorismo, Trump afirmou que todos os países têm de participar dos esforços para erradicar o terrorismo e "confrontar de forma sincera a crise do extremismo islamista e os grupos terroristas islamistas que ele inspira". "Todos os países têm um dever absoluto de garantir que os terroristas não encontrem refúgio em seu território", disse.

"Esta não é uma batalha entre diferentes credos, diferentes seitas ou diferentes civilizações. Esta é uma batalha entre criminosos bárbaros que almejam obliterar a existência humana e pessoas decentes de todas as religiões que procuram protegê-la. Esta é uma batalha entre o bem e o mal", afirmou Trump no seu aguardado discurso sobre o islã.

O discurso de Trump na cúpula de países muçulmanos foi o ponto alto da sua visita de dois dias à Arábia Saudita, primeira etapa da sua primeira viagem ao exterior como presidente dos Estados Unidos.

AS/lusa/ap

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