1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Tributação

5 de agosto de 2005

O sistema tributário alemão atinge níveis de complexidade não compreensíveis nem mesmo para especialistas. Os partidos discutem cada imposto, enquanto o cidadão comum consegue acompanhar apenas nuances das discussões.

https://p.dw.com/p/70HL
Foto: dpa

O imposto sobre o valor adicionado (Merhwertsteuer) é um dos temas polêmicos desta eleição. Para a União Democrata Cristã (CDU), este imposto, cobrado sobre produtos e serviços, deveria aumentar dos atuais 16% para 18%. Com os recursos angariados, poderia se fazer uma redução dos encargos salariais, que resultariam, por sua vez, no aumento dos salários líqüidos no país.

Nenhum dos outros partidos, nem mesmo os Liberais – possíveis parceiros de coalizão dos democrata-cristãos – defendem tal aumento do imposto sobre o valor adicionado. Os social-democratas, hoje no poder, apontam que tal atitude seria um "passo na direção errada", sem, porém, se opor explicitamente ao referido aumento.

Outro ponto de discórdia são os adicionais noturnos e pagos em domingos e feriados aos trabalhadores no país. Enquanto o Partido de Esquerda defende a perpetuação destes, os democrata-cristãos querem abolir todos gradualmente.

O Partido Social Democrata (SPD) de Schröder prevê ainda a criação de um "imposto para ricos", que seria cobrado de todos os solteiros que tiverem uma renda superior a 250 mil euros anuais e casados com mais de 500 mil euros de renda por ano.

Os Verdes dizem que os "que ganham melhor" deveriam pagar mais impostos, mas não especificam exatamente quanto nem como. Além disso, o partido defende o fim dos subsídios agrários e para a extração de carvão.