Tribunal rejeita processo penal para tragédia da Love Parade | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 05.04.2016
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Alemanha

Tribunal rejeita processo penal para tragédia da Love Parade

Quase seis anos após a morte de 21 pessoas numa festa rave, corte alemã conclui que não há evidências para confirmar as acusações de homicídio involuntário e lesão corporal. Promotoria Pública vai recorrer da sentença.

Pânico em túnel matou 21 pessoas na Love Parade em Duisburg, em 2010

Pânico em túnel matou 21 pessoas na Love Parade em Duisburg, em 2010

O Tribunal Regional de Duisburg rejeitou nesta terça-feira (05/04) a abertura de um processo penal no caso da tragédia na Love Parade. Em julho de 2010, o pânico gerado num túnel de acesso à festa rave deixou 21 mortos e centenas de feridos.

A Promotoria Pública havia indiciado dez pessoas por homicídio involuntário e lesão corporal: seis funcionários da prefeitura de Duisburg e quatro funcionários da empresa que organizou o evento.

Depois de analisar as evidências, a corte concluiu que não há provas suficientes para apoiar e confirmar as acusações, rejeitando a abertura de um processo contra os acusados. O processo possuiu mais de 46 mil páginas.

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Cinco anos após a tragédia na Loveparade

Depois de três anos e meio de investigação, a promotoria apontou em 2014 as dez pessoas como responsáveis pela tragédia. Os acusados teriam cometidos erros no planejamento do evento, com relação a medidas de segurança, e ao liberar o alvará para a festa.

"As acusações contra os indiciados não puderam ser provadas com as evidências apresentadas", afirmou a corte. O processo tem mais de 46 mil páginas.

A decisão do tribunal surpreendeu os familiares das vítimas. O advogado Gerhart Baum, que as representa, chamou o veredicto de "declaração de falência da Justiça". A promotoria afirmou que irá recorrer da sentença, que chamou de incompreensível e juridicamente errônea.

A tragédia aconteceu em 24 de julho de 2010, quando centenas de pessoas estavam num túnel que dava acesso à festa. A correria começou quando algumas pessoas tentaram subir pelas barreiras de segurança para cortar caminho e caíram de uma altura de cerca de oito metros, gerando pânico generalizado.

Mais de 650 pessoas ficaram feridas e 21 morreram no incidente. Entre os mortos estão alemães, espanhóis, holandeses, australianos, chineses e italianos.

CN/dpa/epd/afp/lusa

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