Tenor Plácido Domingo é acusado de assédio sexual | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 13.08.2019
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Cultura

Tenor Plácido Domingo é acusado de assédio sexual

Ópera de Los Angeles anunciou que vai investigar conduta do espanhol, que é diretor-geral da instituição. Oito cantoras e uma dançarina denunciaram que artista abusou da sua posição de poder. Ele nega acusações.

Opernsänger, Placido Domingo (imago images/H. Minchenko)

Atuando profissionalmente há mais de 60 anos, Domingo, de 78 anos, é um dos tenores mais famosos do mundo

A Los Angeles Opera anunciou nesta terça-feira (13/08) que abrirá uma investigação contra Plácido Domingo, diretor-geral da instituição desde 2003, pelas acusações de assédio sexual reveladas contra o tenor espanhol na segunda-feira.

"A Los Angeles Opera tem robustas políticas de recursos humanos e procedimentos em vigor. De acordo com essas políticas, contratará assessoria externa para investigar as preocupantes acusações contra Plácido Domingo", disse a companhia em comunicado.

Ícone da ópera e estrela mundial da música clássica, o tenor espanhol foi acusado de assédio sexual por oito cantoras e uma dançarina.

Diante das acusações, Plácido Domingo, de 78 anos, disse que sempre acreditou que todas as suas "interações e relações" com mulheres eram "bem-vindas e consensuais".

"Reconheço que as normas e padrões da atualidade são muito diferentes do que eram no passado", acrescentou o artista.

A meio-soprano Patricia Wulf, uma das mulheres que acusaram o músico e única a se identificar publicamente, disse que tem uma testemunha que lhe dará respaldo.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, Wulf afirmou que "cada vez que saía do palco", Domingo a esperava, se aproximava e sussurrava: "Patricia, tem que ir para sua casa esta noite?".

Wulf, que agora é corretora imobiliária, vive na área de Winchester, no Estado americano da Virgínia com seu marido.

"Dou o passo adiante agora porque espero que possa ajudar outras mulheres a falarem publicamente ou a serem suficientemente fortes para dizer 'não'", declarou Wulf, que afirmou que, após vários incidentes de assédio, em 1991 consentiu ter relações sexuais com Domingo.

Em sua primeira reação ao caso, a Los Angeles Opera limitou-se a dizer que todos os empregados e artistas devem ser tratados com respeito e se sentir a salvo no ambiente de trabalho. Nesse sentido, afirmou que investigará as acusações contra o diretor-geral.

"Plácido Domingo foi uma dinâmica força criativa na vida da Opera e da cultura artística de Los Angeles durante mais de três décadas. Não obstante, estamos comprometidos a fazer tudo que pudermos para favorecer um entorno profissional e colaborativo, onde todos os nossos empregados e artistas se sintam igualmente cômodos, valorizados e respeitados", acrescenta a nota.

A Los Angeles Opera não é a única organização musical que reagiu às acusações contra o tenor. A Orquestra da Filadélfia anunciou nesta terça-feira o cancelamento de uma atuação do espanhol prevista para 18 de setembro.

Está previsto que Plácido Domingo atue no Festival de Salzburgo no próximo dia 25, junto com Nino Machaidze e Cecilia Molinari. A organização austríaca, por enquanto, está dando respaldo ao tenor.

JPS/efe

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