Temer autoriza uso das Forças Armadas no Rio de Janeiro | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 28.07.2017
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Brasil

Temer autoriza uso das Forças Armadas no Rio de Janeiro

Em meio à onda de violência, cerca de 10 mil homens reforçarão segurança no estado até o final de dezembro. Segundo ministro da Defesa, Forças Armadas participarão de operações pontuais para combater o crime organizado.

Militares reforçarão principal a segurança na capital do estado.

Militares reforçarão principal a segurança na capital do estado.

O presidente Michel Temer autorizou nesta sexta-feira (28/07) o uso das Forças Armadas para reforçar a segurança no estado do Rio de Janeiro. O decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, autoriza a mobilização de militares no estado até o dia 31 de dezembro.

Mais de 10 mil homens vão integrar o reforço, sendo 8,5 mil militares das Forças Armadas, além de 620 integrantes da Força Nacional de Segurança e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal.

Após assinar o decreto, Temer publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirma que a medida está amparada pela Constituição Federal e justificou o decreto diante a gravidade da crise de segurança pública no estado.

"O objetivo da missão é defender a integridade da população, preservar a ordem pública e garantir o funcionamento das instituições. O agravamento da situação de segurança pública está no centro de nossas preocupações", destacou o presidente.

De acordo com ministro da Defesa, Raul Jungmann, as Forças Armadas serão utilizadas em operações pontuais para combater o crime organizado, mas também reforçarão, quando necessário, a tarefa de vigilância.

"Os militares não participarão de ocupações de favelas, como em ocasiões anteriores. Serão usados como último recurso sempre e quando necessário. Mas não descartamos que também ajudem a patrulhar as ruas", disse o ministro.

Reforço até dezembro

O decreto aponta que os Ministérios da Defesa e da Justiça estabelecerão os limites das ações dos soldados, assim como definirão o número de efetivos que serão convocados. Jungmann disse ainda que, por problemas burocráticos, o decreto só prevê a mobilização das tropas até dezembro de 2017, mas que a intenção do governo é reforçar a segurança do Rio até dezembro de 2018.

Jungmann também esclareceu que, apesar do decreto prever a mobilização de militares em todos os municípios do estado do Rio de Janeiro, a operação estará centrada na capital.

O Rio de Janeiro enfrenta uma escalada de violência. Nas últimas semanas, a Linha Vermelha, uma das principais vias da cidade, foi alvo de tiroteios entre policiais e criminosos, obrigando os motoristas a deixarem os carros e se agacharem do lado de fora para não serem atingidos.

A violência tem afetado inclusive a rotina das escolas na capital fluminense. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, somente neste ano, uma em cada quatro escolas teve que fechar durante determinados períodos ou foi forçada a interromper as aulas por causa dos tiroteios ou outros tipos de confrontos.

CN/efe/abr/ots

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